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Como distribuir entre Tesouro Selic, IPCA+ e Prefixado na carteira

EQI recomenda manter parte de IPCA+ e Prefixados na carteira para atravessar a volatilidade, com foco em vencimentos de 2026 a 2035 e proteção contra inflação

A guerra no Irã adicionou volatilidade às previsões de juros e há muita incerteza no radar
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  • A Selic ganhou no último mês, mas a EQI Research recomenda manter parte dos investimentos em Prefixado e IPCA+, para enfrentar o cenário incierto, com a guerra no Irã aumentando a volatilidade.
  • Títulos atrelados à inflação são vistos como proteção contra alta de preços e devem compor boa parte da carteira, especialmente em cenários com petróleo pressionando o preço.
  • A alocação varia conforme o perfil: conservador – 10% em prefixados, 20% em IPCA+ e 70% em Selic; moderado – 17,5%/30%/52,5%; agressivo – 22,5%/35%/42,5%.
  • Entre os prefixados, a preferência é por LTN com vencimento em janeiro de 2028, com parte menor em julho de 2026 e, para investidores mais arrojados, também em 2030.
  • No IPCA+, a maior parte da carteira deve ficar em títulos com vencimento em maio de 2035; para o Selic, a recomendação é priorizar vencimentos em março de 2030.

O Tesouro Selic foi o destaque no último mês, mas os analistas da EQI Research indicam manter parte de ativos em Prefixado e IPCA+ para atravessar o cenário futuro. A recomendação vem da carteira de renda fixa divulgada pelo escritório na quarta-feira (20).

O estudo considera riscos de rentabilidade dos títulos atrelados à inflação e aos prefixados, que tendem a render menos que o Selic em momentos de mudanças na política monetária. A guerra no Irã aumenta a volatilidade e provoca incertezas sobre juros e petróleo.

No âmbito externo, persiste a expectativa de manter a taxa básica dos EUA estável, com eventuais impactos via preço do petróleo. No Brasil, a inflação vem acelerando, o que pode desafiar o ciclo de cortes de juros. O déficit fiscal também acompanha o cenário de juros futuros.

Como montar uma carteira de renda fixa nesse cenário

A EQI recomenda alocação exclusiva em títulos públicos, variando conforme o perfil do investidor. Seguem as proporções indicadas para cada classe.

  • Conservador
  • Prefixados: 10%
  • IPCA+: 20%
  • Selic: 70%
  • Moderado
  • Prefixados: 17,5%
  • IPCA+: 30%
  • Selic: 52,5%
  • Agressivo
  • Prefixados: 22,5%
  • IPCA+: 35%
  • Selic: 42,5%

Além disso, a casa sugere concentrações específicas por vencimento. Para prefixados, maior peso em janeiro/2028, com parte menor em julho/2026; investidores agressivos podem considerar 2030. No IPCA+, o foco fica em maio/2035. No Selic, a recomendação é manter papéis com vencimento em março/2030.

Fonte: EQI Research

  • Conservador: 10.000,00 em Prefixados; LTN julho/26 2.500, LTN janeiro/28 7.500; Inflação 20.000; NTN-B maio/27 5.000; NTN-B maio/35 15.000; NTN-B agosto/60 não listado; Pós-fixados LFT março/30 70.000.
  • Moderado: 17.500,00 em Prefixados; LTN julho/26 2.500; LTN janeiro/28 12.500; LTN janeiro/30 2.500; Inflação 30.000; NTN-B maio/27 2.500; NTN-B maio/35 22.500; NTN-B agosto/60 5.000; Pós-fixados LFT março/30 52.500.
  • Agressivo: 22.500,00 em Prefixados; LTN julho/26 2.500; LTN janeiro/28 15.000; LTN janeiro/30 5.000; Inflação 35.000; NTN-B maio/27 2.500; NTN-B maio/35 22.500; NTN-B agosto/60 10.000; Pós-fixados LFT março/30 42.500.

Notas: valores são exemplos do levantamento da EQI para cada perfil. A análise enfatiza manter parte de investimentos em títulos atrelados à inflação e em títulos com vencimentos mais longos, para mitigar cenários de volatilidade.

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