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Conab projeta safra de café em 66,7 milhões de sacas, alta de 18%

Safra de café brasileira deve chegar a 66,7 milhões de sacas em 2026, alta de 18% ante 2025, com área ampliada e clima favorável, potencial recorde na Conab

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  • Conab projeta safra brasileira de café em 2026 de 66,7 milhões de sacas, alta de 18% frente a 2025, potencialmente recorde na série histórica.
  • Área total cultivada deve chegar a 2,34 milhões de hectares, com 1,94 milhão em produção; produtividade média nacional estimada em 34,4 sacas por hectare (+13%).
  • Arábica deve alcançar 45,8 milhões de sacas (+28%); canéfora, incluindo conilon e robusta, soma 20,9 milhões (+0,8%).
  • Principais estados: Minas Gerais, 33,4 milhões de sacas (+29,8%); Espírito Santo, 18 milhões (+3%); Bahia, 4,7 milhões (+5,9%); São Paulo, 5,9 milhões (+24,6%); Rondônia, 2,8 milhões (+19,4%).
  • Exportações até abril de 2026 somam 11,5 milhões de sacas, queda de 22,5% ante o mesmo período de 2025, devido a estoques domésticos baixos.

A produção brasileira de café pode atingir 66,7 milhões de sacas em 2026, ante 56,6 milhões em 2025, um aumento de 18%. O dado é do segundo levantamento da safra divulgado pela Conab nesta quinta-feira. Se confirmado, será o maior volume já registrado pela instituição.

O crescimento resulta da recuperação da produtividade das lavouras de arábica, favorecidas pela bienalidade positiva, e de condições climáticas mais estáveis nas principais regiões produtoras, além do aumento de área plantada.

A área total destinada ao cultivo deve chegar a 2,34 milhões de hectares, com 1,94 milhão em produção. A produtividade média nacional está estimada em 34,4 sacas por hectare, alta de 13% ante o ciclo anterior.

Na divisão por variedades, o arábica deve responder por 45,8 milhões de sacas, alta de 28% frente a 2025, mantendo-se como a principal variedade exportada. A Conab aponta o ganho como reflexo da bienalidade positiva e da melhoria climática.

A safra de canéfora, que inclui conilon e robusta, está prevista em 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%. A expansão de áreas compensaria a queda de produção por hectare, estimada em 53,9 sacas.

Entre os estados, Minas Gerais permanece como maior produtor, com previsão de 33,4 milhões de sacas, um avanço de quase 30% frente ao ciclo anterior. Chuvas favoráveis antes da florada contribuíram para o desempenho.

No Espírito Santo, segundo maior produtor, a estimativa é de 18 milhões de sacas, alta de 3%. O arábica deve crescer 27,9% para 4,4 milhões, enquanto o conilon recua 4,2%, para 13,6 milhões.

Na Bahia, a safra deve subir 5,9%, para 4,7 milhões de sacas, impulsionada por manejo adequado e novas áreas em produção. Em São Paulo, a produção de arábica deve avançar 24,6%, para 5,9 milhões de sacas.

Rondônia deve registrar alta de 19,4%, chegando a 2,8 milhões de sacas, com benefício da renovação de lavouras usando materiais clonais mais produtivos. As previsões indicam cenário favorável para o desempenho regional.

Apesar do volume esperado, as exportações enfrentam pressão por estoques internos baixos. Entre janeiro e abril de 2026, os embarques somaram 11,5 milhões de sacas, queda de 22,5% em relação ao mesmo período de 2025.

A Conab atribui a retração ao equilíbrio entre produção limitada nas últimas temporadas e demanda externa aquecida. Ainda assim, a expectativa é de recuperação das exportações no segundo semestre com a nova safra.

No âmbito internacional, o USDA aponta crescimento de 2% na produção mundial de café em 2025/26, para 178,8 milhões de sacas, mantendo projeções de preços sustentados devido a estoques baixos e demanda firme. O consumo mundial é estimado em 173,9 milhões de sacas.

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