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Distribuidoras evitam apagão logístico

Mesmo com a guerra no Irã e as disrupções geopolíticas, distribuidoras mobilizam investimentos e estoques para evitar apagão logístico do diesel no Brasil

Foto: GettyImages
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  • As tensões geopolíticas de 2026, especialmente a guerra no Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, elevam o preço internacional do diesel e reduzem a oferta global.
  • O Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido e a Petrobras zerou importações, o que levou as distribuidoras a adotarem um plano robusto para evitar apagão logístico.
  • Para manter o abastecimento interno, as distribuidoras têm pago até R$ 2,50 a mais por litro no mercado internacional e investido em seguros, navios adicionais e expansão de infraestrutura e armazenamento.
  • O setor acumula estoques de segurança suficientes para cobrir entre vinte e cinco e trinta e cinco dias de consumo, visando resistir a interrupções na cadeia de suprimentos.
  • Mesmo com possível normalização futura, a recuperação completa das rotas pode levar meses, e a prioridade é a disponibilidade contínua do diesel, com impacto de custo limitado aos consumidores (aproximadamente 5%), em comparação com a fatia de impostos (cerca de 17%).

O cenário internacional em 2026 mostra turbulência que impacta o abastecimento de diesel no Brasil. A guerra no Irã, iniciada no fim de fevereiro, elevou o preço global e complicou o transporte pelo Estreito de Ormuz, que concentra cerca de 20% da produção mundial.

Como consequência, há risco de desabastecimento. O Brasil importa 30% do diesel consumido, e a Petrobras zerou suas importações. Distribuidoras brasileiras criaram planos para reduzir o risco de apagão logístico e manter o abastecimento interno.

A alta do Brent passou de US$ 120 o barril, o que elevou o diesel externo. As empresas investem para evitar rupturas: contratar seguros mais caros, ampliar infraestrutura logística e acionar mais navios e estoques. Mantêm estoques de 25 a 35 dias.

Retomada gradual

Conflitos internacionais costumam ter efeito duradouro sobre a cadeia de suprimentos. Mesmo com cessar-fogo, o Irã pode exigir tempo para normalizar as rotas de importação, com ciclo de transporte de cerca de 45 dias até o Brasil.

Essa “ressaca logística” pode persistir por meses, com gargalos em várias rotas. A vigilância das distribuidoras precisa continuar, com funcionamento financeiro que atua como um Fundo de Garantia do Abastecimento.

A disponibilidade contínua do diesel aparece como o principal desafio da economia. Debater apenas tarifas artificiais de baixo custo não basta, pois altos custos internacionais pressionam o mercado interno.

O impacto na bomba, porém, é menor do que se espera: cerca de 5% do preço final depende da distribuição, variando por região. Impostos respondem por aproximadamente 17% do total.

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