- O dólar fechou em R$ 5,0012, queda de 0,04%, após tocar mínima de R$ 4,9833, com o ambiente externo ajudando o real.
- Nesta semana, a moeda recuou 1,31%; em maio, soma alta de 0,98%; no ano, queda de 8,89%.
- Circulam informações de que EUA e Irã estariam perto de um acordo de paz, com possível cessar-fogo imediato e liberação do tráfego pelo estreito de Ormuz.
- O Brent para julho caiu 2,32%, para US$ 102,58 o barril, refletindo a ausência de detalhes sobre o possível acordo.
- Analistas dizem que, se houver acordo, o dólar pode recuar rumo a R$ 4,80; o real aparece como destaque entre moedas emergentes em 2026.
O dólar apresentou leve queda nesta quinta-feira (21), com o ambiente externo ajudando a conter a força da moeda brasileira. A queda seguiu informações de que Estados Unidos e Irã estariam próximos de um acordo de paz.
A cotação chegou a tocar mínima de 4,9833 reais, mas fechou em 5,0012 reais, baixa de 0,04% frente ao fechamento anterior. A oscilação ocorreu em linha com o movimento de moedas emergentes diante de mensagens de menor aversão ao risco.
A semana trouxe queda de 1,31% na moeda norte-americana, ainda assim com alta de 0,98% em maio. No acumulado do ano, o dólar registra queda de 8,89% frente ao real.
Perspectiva de acordo e impactos
Segundo a Al Arabiya, EUA e Irã teriam avançado para uma versão final de um entendimento preliminar mediado pelo Paquistão. A expectativa é de que o documento preveja um cessar-fogo imediato e a liberação de tráfego pelo estreito de Ormuz.
Analistas ressaltam que, caso haja acordo, pode haver retração na demanda por dólar, com potencial de baratear o custo de divisas emergentes. No entanto, as informações disponíveis ainda são insuficientes para confirmar uma melhoria mais robusta.
Pela manhã, dados de atividade nos EUA e incertezas sobre as tratativas de paz repercutiram negativamente, elevando a premissa de maior volatilidade no câmbio. O mercado também reagia a declarações sobre energia e política externa.
O petróleo manteve alta inicial de cerca de 3%, enquanto surgiam relatos contraditórios sobre o desfecho das negociações. O Brent para julho fechou em US$ 102,58 o barril, com variação menor diante da falta de detalhes do acordo.
Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, aponta que a alta recente dos juros globais provocou realizações em ativos de risco. Mesmo com o ajuste, o real se mantém entre as moedas que mais se destacam no ano.
O quadro costuma depender do rumo das sinalizações de política monetária nos EUA. O índice DXY ficou estável, próximo de 99,1 pontos, enquanto o petróleo e as Treasuries reagiam a novas informações e à ata do Fed.
A avaliação de especialistas em câmbio segue ambígua. Alguns destacam possibilidade de o dólar recuar para patamares próximos de 4,80 reais diante de um acordo estável, desde que exista continuidade de estímulos ao petróleo. Outros ressaltam cautela devido aos juros elevados no horizonte.
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