- A Medida Provisória editada pelo presidente Lula em maio zerou o imposto de importação de 20% para compras internacionais online de até US$ 50, e a validade vence um mês antes das eleições se não for analisada pelo Congresso.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse acreditar que o Congresso vai aprovar a MP e torná-la lei.
- Pela medida, não haverá imposto federal sobre essas compras; ficará apenas o ICMS estadual de 17% incidente.
- A isenção vale apenas para compras feitas por pessoas físicas; itens acima de US$ 50 continuam com 60% de imposto de importação.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que ainda vai deliberar o momento certo para instalar a comissão especial que analisará a MP.
Dario Durigan, ministro da Fazenda, disse que acredita que o Congresso Nacional converterá a Medida Provisória editada pelo presidente Lula em lei. A MP, que zerou a taxa de importação de 20% para compras internacionais online de até US$ 50, entrou em vigor em 13 de maio e caducará caso não seja analisada pelo Legislativo até um mês antes das eleições de outubro.
Em entrevista ao Hora H, Durigan afirmou que não vê dificuldade em tratar com o Congresso e que os parlamentares devem aprovar a MP. Ele destacou manter relação “muito boa” com representantes de diversas correntes políticas, incluindo base governista, oposição e o agronegócio.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que ainda vai definir, no momento certo, a data para instalar a comissão que analisará a MP. Sobre o conteúdo, a medida assegura total isenção de tributo federal para compras feitas por pessoas físicas até US$ 50; tributos já existentes mantêm o ICMS estadual de 17%.
A MP zerou a cobrança de imposto para essas aquisições, mas não alterou o imposto de importação para compras acima de US$ 50, que permanece com alíquota de 60%. O fim da “taxa das blusinhas” depende da aprovação do Congresso antes do prazo de caducidade.
A iniciativa não altera, neste âmbito, as regras de tributação aplicáveis aos itens sujeitos ao ICMS. O objetivo é facilitar compras internacionais de pequenos valores, conforme o texto editado pelo Planalto. Sob supervisão de Lucas Schroeder.
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