- Energisa vendeu parte de suas linhas de transmissão à Taesa por valor de 2,29 bilhões de reais (enterprise value), com equity value de 1,54 bilhão e dívida líquida de 748 milhões de reais.
- Os cinco ativos somam 1,3 mil quilômetros de linhas e 12 subestações, respondendo por cerca de 27% da receita anual permitida da Energisa no segmento.
- A operação ajuda a desalavancar a Energisa, cuja alavancagem ficou em 3,5 vezes no primeiro trimestre, abaixo do covenant de 4,25x, mas no teto da política interna da empresa.
- O negócio também busca destravar valor para o restante do portfólio de transmissão, que a Energisa considera subavaliado pelo mercado, com venda anunciada a 10x EBITDA, acima dos 7 a 8x estimados pelos analistas.
- O CFO da Energisa indicou que a reprecificação potencial dos ativos remanescentes poderia gerar valor adicional para os acionistas. O BTG Pactual assessorou a Energisa, e o Bank of America assessorou a Taesa.
A Energisa vendeu parte de suas linhas de transmissão à Taesa, por cerca de R$ 2,29 bilhões (enterprise value). O negócio envolve cinco ativos com dívida líquida de R$ 748 milhões, resultando em um equity value de R$ 1,54 bilhão. A operação busca desalavancagem e destaque do valor do restante do portfólio.
A transação foi anunciada após a Energisa manter alavancagem de 3,5 vezes no 1º trimestre, abaixo do covenants de 4,25x, mas no limite da política interna de endividamento. O acordo faz parte de um racional para destravar valor do restante dos ativos de transmissão da companhia.
A Taesa, com acionistas como Cemig e ISA, adquiriu os ativos por meio de avaliação de mercado rigorosa. Analistas apontaram múltiplos de 10x EBITDA na venda, ante 7-8x historicamente entendidos pela soma das partes. A transação pode gerar valor adicional de cerca de R$ 500 milhões.
Detalhes da operação
A Energisa está se desfazendo de 1,3 mil km de linhas e 12 subestações. Os ativos respondem por 27% da RAP do segmento, considerando projetos em operação e em construção. O objetivo é reprecificar o restante do portfólio de transmissão, segundo o CFO Maurício Botelho.
O negócio ocorre num momento de maior interesse pelo setor de transmissão, que oferece contratos de longo prazo com receita previsível. Investidores internacionais e fundos de pensão têm demonstrado apetite pelo setor, após fases de construção concluídas.
A Energisa mantém atuação relevante na distribuição de energia, que continua respondendo pela maior parcela do EBITDA. Além disso, a empresa possui ativos de geração renovável e participação em gás natural, com o controle da ES Gás e participações minoritárias no Nordeste.
O banco BTG Pactual assessorou a Enernisa, enquanto o Bank of America atuou como assessor da Taesa. O comunicado também destacou o contexto de diversificação da Energisa iniciado em 2017 para reduzir concentração de negócios.
Entre na conversa da comunidade