- França manterá ajuda limitada aos consumidores afetados pelos altos preços dos combustíveis, com 710 milhões de euros (US$ 823 milhões) em apoio adicional, além de defender a transição para carros elétricos.
- O governo não fará uma redução ampla de impostos sobre combustíveis, optando por medidas direcionadas e reforço de incentivos para grupos específicos.
- O país aposta na rede de reatores nucleares, que gera mais de dois terços da eletricidade, para sustentar a eletrificação de aquecimento e transporte.
- Programas de apoio existentes para pesca e agricultura serão prorrogados por mais três meses; taxistas ganharão um novo bônus para comprar veículos elétricos; o teto do bônus para funcionários que vão de carro ao trabalho sobe para 600 euros.
- O pacote total de apoio sobe para quase 1,2 bilhão de euros; finanças públicas serão equilibradas com cortes em outras áreas, e metas orçamentárias serão atualizadas até o fim de junho.
A França manterá uma ajuda limitada aos consumidores afetados pelos altos preços dos combustíveis, afirmaram autoridades nesta quinta-feira, 21. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu revelou um pacote adicional de 710 milhões de euros e defendeu a transição para veículos elétricos.
Paris não pretende reduzir impostos sobre combustíveis de forma ampla, sob a justificativa de um dos maiores déficits orçamentários da zona do euro. Lecornu destacou que a redução seria indiscriminada e inadequada diante do cenário fiscal.
Segundo o premiê, o governo ampliará medidas direcionadas e manterá incentivos para grupos específicos. Ele também apontou que a França deve intensificar a eletrificação, sobretudo no aquecimento e no transporte, com apoio a reatores nucleares.
> A transição para a eletrificação já está em curso, segundo Lecornu. Ele afirmou que o país acelera esse processo, sem justificar a demora.
Os programas de apoio existentes, como para pesca e agricultura, serão prorrogados por mais três meses. Taxistas receberão um novo bônus para comprar veículos elétricos. Empresas poderão dobrar um bônus para funcionários que vão ao trabalho de carro.
O ministro do Orçamento, David Amiel, informou que o novo pacote eleva o gasto público total com esse tema a quase 1,2 bilhão de euros. O governo planeja compensar parte dos custos com cortes em outras áreas.
Amiel acrescentou que as metas orçamentárias serão atualizadas até o fim de junho, mantendo cenários menos favoráveis sob avaliação devido à incerteza econômica. A imprensa local acompanha os desdobramentos do pacote.
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