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Gol prevê forte reajuste nas passagens por alta do combustível

Gol prevê repassar integralmente a alta do combustível às passagens até 2026, com média de cerca de sessenta por cento, diante da elevação do querosene

Companhia pretende repassar 100% do aumento do querosene de aviação às tarifas até o final do ano. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
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  • O Grupo Abra, controlador da Gol e Avianca, avalia reajustar passagens para repassar a alta do querosene de aviação causada pela guerra no Oriente Médio.
  • A meta é repassar integralmente esse aumento aos consumidores até o fim de 2026, com média de recuperação em torno de sessenta por cento.
  • O querosene de aviação subiu quarenta ponto sete por cento em abril, na comparação com o mesmo mês de 2025.
  • Nem todo reajuste pode ser aplicado imediatamente por causa de passagens vendidas antes da alta e do tempo necessário para atualizar tarifas; há preocupação com o impacto na ocupação dos voos.
  • O grupo informou aumento da proteção financeira contra combustível para sessenta por cento do consumo de junho a agosto, com teto de US$ quatro por galão; consumidores passaram a adiar compras, com prazo médio de aquisição em cerca de quarenta e cinco dias, e a empresa realiza reorganização operacional para reduzir custos.

O Grupo Abra, controlador das empresas Gol e Avianca, avalia reajustar as passagens para compensar a alta do querosene de aviação provocada pela guerra no Oriente Médio. A informação foi apresentada durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, conforme a Gazeta do Povo, com base em dados da empresa.

A meta é repassar integralmente o aumento do combustível aos preços até o fim de 2026, chegando a 100% do valor em alguns trechos. Na média, o repasse esperado fica em torno de 60% ao longo do período, disse o CEO Adrian Neuhauser em conferência com executivos na quarta-feira (20).

O grupo informou ainda que o custo do querosene subiu 40,7% em abril na comparação com o mesmo mês de 2025. Nem todo reajuste pode ser aplicado de imediato, por causa de passagens vendidas antes da disparada do combustível e pela necessidade de atualizar tarifas no sistema.

Hedge e impactos no caixa

Parte do aumento pode ser compensada por operações de hedge de combustível, mecanismo usado para reduzir os impactos de oscilações no preço do petróleo. O repasse pleno ainda depende de como a empresa gerenciará o cronograma de reajustes.

O Abra também informou que ampliou a proteção financeira sobre o combustível para 60% do consumo da operação de passageiros entre junho e agosto, com teto de US$ 4 por galão, contra US$ 2,45 no período de março a maio.

Mudanças no comportamento do consumidor

Segundo Neuhauser, houve mudança no comportamento dos passageiros diante da instabilidade econômica. Os clientes passam a esperar mais para fechar a compra, em busca de possível queda no valor das tarifas, diz o executivo. O prazo médio para compra caiu para cerca de 45 dias, uma redução de 10% em relação ao ano anterior.

Reorganização operacional

A holding informou ainda ter iniciado uma reorganização operacional, com ajustes em rotas menos rentáveis, reforço da oferta em mercados mais fortes e medidas de corte de custos para enfrentar o aumento de despesas.

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