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GPA vende participação na Stix para RD Saúde por R$ 23 milhões

GPA vende participação de 66,7% na Stix à RD Saúde por 23 milhões, sinalizando ajuste de portfólio após recuperação extrajudicial

Dona do Pão de Açúcar desfaz a sociedade e repassa fatia majoritária após recuperação extrajudicial (Foto: Divulgação)
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  • O GPA vende 66,7% da Stix Fidelidade à RD Saúde por R$ 23 milhões, avaliando toda a operação em cerca de R$ 34,5 milhões.
  • A Stix foi criada em 2019 como joint venture entre o GPA e a Raia Drogasil; a rede chegou a ter as marcas-âncoras Pão de Açúcar, Extra e Drogasil.
  • A operação é o primeiro desinvestimento relevante da GPA após a conclusão da recuperação extrajudicial, em 5 de maio.
  • A transação depende da aprovação do Cade; a Stix permanece ativa nas lojas durante o período de transição.
  • A venda ocorre em meio a uso de uma estratégia de enxugamento de portfólio anunciada pelo CEO Alexandre Santoro, que prioriza o equilíbrio financeiro e a reestruturação de ativos.

O GPA informou na noite de quarta-feira (20) a venda de sua participação de 66,7% na Stix Fidelidade, programa de fidelidade criado em 2019 com a Raia Drogasil. A compradora foi a RD Saúde, por R$ 23 milhões. O negócio representa um valuation de cerca de R$ 34,5 milhões para 100% da operação.

A operação marca o primeiro desinvestimento relevante da GPA após a conclusão da recuperação extrajudicial em 5 de maio. O movimento ocorre em meio à estratégia de enxugamento de portfólio adotada pela companhia sob a gestão de Alexandre Santoro.

A Stix, ainda não citada nominalmente no comunicado, era vista como ativo relevante em 2019, quando o GPA mantinha o Assaí e o Éxito, e passa a atuar como parte do portfólio que passará por ajustes. Em termos de alcance, a rede já contava com 55 milhões de clientes ao nascer.

O acordo acontece pouco após a conclusão da renegociação de dívidas não operacionais de R$ 4,6 bilhões, com adesão de 57% dos credores e haircut de 70% sobre R$ 2 bilhões do passivo, conforme divulgação do próprio GPA. A gestão sinalizou foco no balanço, mantendo ações para a frente operacional.

Em termos operacionais, o primeiro trimestre apresentou margem bruta de 30,4%, o maior patamar recente. A margem de EBITDA ajustada ficou em 10,5% e o fluxo de caixa livre operacional dos últimos 12 meses atingiu R$ 522 milhões, com capex trimestral de R$ 87 milhões.

Mesmo com avanço de 0,6% nas vendas iguais, a receita total recuou 5,2% no período, efeito da descontinuação do formato Aliados e do ajuste de portfólio de lojas. Analistas do Santander classificaram o trimestre como misto, com boa margem, mas apontaram pressão de caixa no curto prazo.

Além disso, a venda está sujeita à aprovação do Cade. A RD manterá o programa Stix ativo nas lojas durante o período de transição, conforme informou o GPA. O negócio reforça o cenário de reorganização de ativos no varejo brasileiro em meio a custos de crédito mais altos.

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