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iFood e 99 anunciam investimento de R$ 300 milhões para fabricar motos no Brasil

iFood e 99 investem 304,5 milhões para montar cadeia de motos elétricas no Brasil, com meta de 600 mil unidades até 2035

iFood/Divulgação
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  • iFood e 99 estão entre os principais financiadores do projeto da YvY Capital, com aporte total de R$ 304,5 milhões para motos elétricas no Brasil.
  • A meta é fabricar 600 mil motocicletas elétricas até 2035 e criar uma cadeia produtiva nacional para baterias, motores, eletrônicos, infraestrutura de recarga e reciclagem.
  • A 99 investiu mais de R$ 45 milhões para se tornar investidora âncora do Fundo de Eletromobilidade de Duas Rodas; o iFood já integrava a iniciativa desde março, que faz parte da Aliança pela Mobilidade Sustentável.
  • O Brasil tem cerca de 30 milhões de motocicletas em uso e a projeção é chegar a 40 milhões até o fim da década; aproximadamente 3 milhões dependem da moto para renda diária.
  • Espera-se que a eletrificação reduza entre 30% e 60% os custos com combustível e manutenção, além de estimular a reindustrialização e a produção local.

O iFood e a 99 anunciaram um investimento de cerca de R$ 304,5 milhões para fomentar a produção nacional de motos elétricas no Brasil. A iniciativa é estruturada pela YvY Capital, que busca viabilizar 600 mil motocicletas até 2035 e estimular uma cadeia industrial local para baterias, motores e infraestrutura.

A proposta envolve a criação de uma estrutura industrial completa: fabricação de veículos, motores, baterias, componentes eletrônicos, recarga e reciclagem. O objetivo é atender também trabalhadores que dependem das motos para renda.

A 99 comprometeu pouco mais de R$ 45 milhões como investidora âncora do Fundo de Eletromobilidade de Duas Rodas da YvY Capital. O iFood já participava da iniciativa desde março. Juntas, as empresas integram a Aliança pela Mobilidade Sustentável, com 31 companhias.

Estrutura e impacto do projeto

O Brasil, com cerca de 30 milhões de motos em circulação, é apontado como o maior mercado ocidental do segmento. A meta é chegar a 40 milhões de unidades até 2035, com estimativa de que cerca de 3 milhões usem a moto para trabalho diário.

Estimativas do fundo indicam que a eletrificação pode reduzir entre 30% e 60% os custos com combustível e manutenção, melhorando a renda líquida de entregadores. A iniciativa aposta em ganhos econômicos diretos para o setor de entregas.

Bruno Aranha, da YvY Capital, afirma que o projeto pode transformar o mercado brasileiro em uma década, com novas plantas para motos, motores, baterias e infraestrutura. A proposta também prevê apoio a startups, plataformas de compartilhamento e gestão de frotas.

A proposta visa resolver gargalos da eletrificação brasileira ao criar oferta local antes da demanda amadurecer. O desafio é converter investimento em escala industrial e convencer motociclistas profissionais da viabilidade econômica das motos elétricas.

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