- A Comissão Europeia reduziu a previsão de crescimento da zona do euro de 1,2% para 0,9% nos 21 países do bloco.
- A inflação na região pode chegar a 3%, em comparação com 1,9% estimados anteriormente.
- A revisão ocorre devido ao choque energético causado pelo conflito no Oriente Médio e ao ambiente geopolítico e comercial instável.
- O especialista Igor Lucena aponta que a Europa depende muito de recursos naturais e de parceiros, o que intensifica os impactos econômicos e levou a ajustes na política monetária.
- Ele ressalta que os países europeus precisam aumentar os gastos com segurança social e defesa, já que não se pode contar com a defesa dos Estados Unidos.
A Comissão Europeia revisou para baixo as perspectivas de crescimento da zona do euro, com a previsão passando de 1,2% para 0,9%. A revisão foi motivada pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio, que afeta o comércio e o abastecimento energético na região.
A inflação na área monetária deverá chegar a 3%, ante 1,9% anteriormente estimados. O comissário de economia afirmou que o choque energético, somado a um ambiente geopolítico instável, impõe teste econômico aos 21 países do bloco.
O especialista em relações internacionais Igor Lucena destacou que a Europa depende fortemente de recursos naturais, energéticos e minerais de parceiros externos. Segundo ele, os conflitos globais ampliam o crescimento do gasto com proteção social e defesa.
Lucena acrescentou ainda que os países europeus precisam adotar medidas econômicas mais eficazes para mitigar os impactos. Ele mencionou que os Estados Unidos não devem, conforme o discurso dele, manter a defesa permanente da Europa.
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