- Meta iniciou no dia 20 de maio uma rodada global de demissões, envolvendo cerca de oito mil funcionários, incluindo no Brasil.
- No Brasil, os desligamentos atingiram equipes de tecnologia, marketing e vendas; a operação do WhatsApp no país foi poupada.
- A empresa foca em reduzir despesas para investir em inteligência artificial, com gasto estimado de até US$ 145 bilhões em infraestrutura e engenharia de IA em 2026.
- Analistas esperam economia das demissões em torno de US$ 3 bilhões, enquanto Zuckerberg afirma não prever novas demissões em massa neste ano.
- Em outros países, houve cortes significativos, como 350 vagas na Irlanda, em meio a protestos de funcionários e disputas sobre monitoramento de dispositivos empresariais.
A Meta iniciou uma rodada de demissões global, com cerca de 8 mil desligamentos anunciados para ontem, 20 de maio. No Brasil, o corte atingiu profissionais de tecnologia, marketing e vendas, incluindo cargos de gestão. O objetivo é reduzir despesas operacionais e priorizar investimentos em inteligência artificial.
Segundo o jornal O Globo, o movimento ocorreu de surpresa no escritório brasileiro e impactou principalmente equipes técnicas, de comercialização e liderança. O WhatsApp, porém, foi poupado pela empresa, conforme apurado pelo portal Mobile Time.
A decisão faz parte de uma reorientação de recursos para acelerar o desenvolvimento de IA, com foco em infraestrutura e engenharia. Mark Zuckerberg descreveu o momento como dinâmico, apontando a necessidade de acompanhar rivais como Google e OpenAI.
O que mudou no orçamento e quais são as expectativas
A Meta projeta investir até US$ 145 bilhões em IA em 2026, para infraestrutura e plataformas de produto. Analistas estimam que as demissões gerem economia próxima de US$ 3 bilhões, representando uma fração do total.
No Brasil, o impacto local ainda não teve detalhamento oficial, mas envolve cortes em equipes de tecnologia, vendas e marketing, além de posições de gerência. A empresa mantém o funcionamento do WhatsApp no país.
Contexto histórico e desdobramentos internos
A empresa já havia promovido demissões significativas entre 2022 e 2023, com remoção de mais de 21 mil cargos. Em janeiro, houve redução de 10% na divisão Reality Labs, que acumula fortes prejuízos desde 2020.
Internamente, a medida gerou apreensão entre funcionários, com relatos de insegurança frente aos cortes frequentes. A empresa afirma que as ações são necessárias para manter competitividade em IA.
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