- SpaceX vai levantar US$ 75 bilhões com o maior IPO da história, visando financiar dados centro espaciais e infraestrutura de computação, incluindo sistemas de computação orbital alimentados por energia solar a partir de 2028.
- Elon Musk detém 93,6% das ações Classe B, com dez votos cada, mantendo 85,1% do poder de voto total e controle total como CEO, CTO e presidente do conselho após o IPO.
- SpaceX é um conglomerado de três negócios: lançamento espacial para NASA, defesa e clientes comerciais; Starlink, com mais de 10 milhões de assinantes; e IA, com prejuízos significativos em 2025 e no primeiro trimestre de 2026.
- Starlink encerrou 2025 com 9,2 milhões de assinantes e, em fevereiro de 2026, já superou 10 milhões, com estimativas de receita entre US$ 15,9 bilhões e US$ 24 bilhões em 2026.
- O IPO é classificado como de “combustível”, buscando financiar ambições de escala e tecnologia, em especial IA e infraestrutura orbital, com o objetivo de ampliar atuação global e consolidar liderança tecnológica.
Nos próximos dias, a SpaceX planeja levantar cerca de US$ 75 bilhões com o maior IPO da história, segundo o S-1 apresentado à SEC. A operação envolve o mercado público como fonte de financiamento para ampliar o portfólio da empresa.
Elon Musk deterá o controle da companhia mesmo após a abertura de capital. Possui 93,6% das ações Classe B, com dez votos cada, equivalentes a 85,1% do poder de voto total. Mantém controle total como CEO, CTO e presidente do conselho.
A SpaceX não é mais apenas uma empresa de foguetes. Hoje opera em três vertentes distintas: lançamento espacial para NASA, Defesa e clientes comerciais; Starlink, com mais de 10 milhões de assinantes; e um braço de IA com perdas expressivas, ainda longe da lucratividade.
Proposta de uso dos recursos
O S-1 indica que os recursos serão usados para financiar data centers espaciais e infraestrutura de computação. A Starlink cresceu rapidamente, com receita superior a US$ 10 bilhões em 2025 e projeções de US$ 15,9 bilhões a US$ 24 bilhões para 2026.
O negócio de IA aparece como a aposta mais cara do portfólio, apresentando prejuízos de US$ 6,36 bilhões em 2025 e US$ 4,28 bilhões no primeiro trimestre de 2026. As operações atuais dependem de contratos com governos e clientes comerciais.
Implicações para o ecossistema tecnológico
Analistas destacam que existem dois tipos de IPO: liquidez e combustível. O da SpaceX é do segundo tipo, buscando financiar ambições de escala que o capital privado não sustenta sozinha. O prospecto aponta expansão em IA e sistemas de computação orbital alimentados por energia solar, com implantação prevista a partir de 2028.
O capital obtido permitirá ampliar data centers no espaço, alimentados por energia solar, conforme planos para 2028. O objetivo é sustentar o crescimento da plataforma de conectividade e da infraestrutura de alto desempenho da empresa.
Conexões com o Brasil
A expansão da Starlink pode ampliar cobertura no Brasil, reduzindo custos e aumentando disponibilidade de internet via satélite. A Satélite Brasil, empresa cearense que atua no semiárido, pode enfrentar aumento de demanda por serviços, com impactos para cooperativas agrícolas locais.
Ao avançar com o IPO, a SpaceX projeta transformar o custo e a disponibilidade de conectividade e de computação de ponta, propondo uma visão de tecnologia integrada entre lançamento, orbitas e IA. A operação, ainda, está sujeita a aprovações regulatórias internacionais.
Entre na conversa da comunidade