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Nvidia bate recordes de receita e reduz foco em GPUs GeForce

Nvidia registra receita recorde e reorganiza divisões, com Data Center puxando US$ 74 bilhões e GeForce RTX em posição secundária

Nvidia segue batendo recordes de receita e 'escanteia' GPUs GeForce
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  • A Nvidia divulgou o relatório do 1º trimestre do ano fiscal, que terminou em abril, com receita de US$ 81,6 bilhões, 85% acima do mesmo período do ano anterior e 20% acima do fim de 2025.
  • O lucro bruto ficou acima de US$ 61 bilhões; parte das despesas ocorreu devido ao aumento de estoques, ligado à crise de chips de memória.
  • Os chips Vera da nova plataforma de computação agradaram clientes e podem abrir espaço para um mercado promissor, com potencial de gerar até US$ 20 bilhões em receita neste ano fiscal.
  • Para o próximo trimestre, a empresa espera receita de US$ 91 bilhões, superando as previsões do mercado, e as ações permaneceram estáveis em meio à concorrência global.
  • A Nvidia passa a organizar a receita em duas divisões: Data Center (US$ 74 bilhões) e Edge Computing (US$ 6,4 bilhões), mantendo a GeForce RTX como segmento secundário.

A Nvidia divulgou o relatório fiscal do primeiro trimestre do seu ano fiscal, encerrado em abril. A companhia registra receita recorde e anuncia reorganização por rendimento, em meio a um mercado de IA em rápida expansão e incerteza setorial.

Segundo o CEO Jensen Huang, a construção de fábricas ligadas à IA está acelerando para além das expectativas. As capacidades de computação já são realidade e podem gerar valor real com grande escala para negócios.

A empresa aponta que fabrica chips e oferece serviços otimizados para recursos automatizados em data centers, fornecedores e fabricantes de hardware. Esse portfólio amplia o papel da Nvidia no mercado corporativo.

Números-chave do trimestre

A receita total atingiu US$ 81,6 bilhões, alta de 85% frente ao mesmo período do ano anterior e 20% superior aos últimos meses de 2025. O lucro bruto ficou acima de US$ 61 bilhões, mantendo margem elevada apesar de custos.

Grande parte das despesas decorre do aumento de estoque de componentes, ligado à crise de chips de memória e à volatilidade de preços de GPUs. Tais fatores influenciam o balanço da empresa.

Huang afirmou que os chips Vera, da nova plataforma de computação da Nvidia, agradaram clientes. Eles podem abrir espaço para um mercado adicional que pode gerar até US$ 20 bilhões em receita neste ano fiscal.

Para o próximo trimestre, a empresa projeta US$ 91 bilhões em receita, superando previsões do mercado. As ações, contudo, mostraram pouca volatilidade diante dos resultados positivos.

Mudança estrutural e foco em IA

A Nvidia reforça o seu posicionamento como empresa de IA, com as GeForce cada vez mais tratadas como segmento secundário. A gestão passa a reportar receita em duas divisões distintas.

A divisão Data Center concentra negócios com chips para uso corporativo, nuvem e servidores. A divisão Edge Computing agrega componentes para PCs, consoles, estações de trabalho, robôs e sistemas automotivos.

Essa reorganização não implica abandono das GPUs GeForce RTX. Os números, porém, evidenciam o peso crescente do mercado de IA na estratégia da Nvidia e a mudança de prioridade entre os segmentos de atuação.

Receita da Data Center ficou em US$ 74 bilhões, enquanto a Edge Computing registrou US$ 6,4 bilhões. A divulgação aponta para uma curva de crescimento mais acentuada no mercado empresarial de IA.

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