- A Polícia Federal deflagrou a Operação Fortuito 4 para enfrentar suposta organização criminosa ligada a crimes financeiros e lavagem de dinheiro, com bloqueio de R$ 300 milhões em bens.
- A ação ocorreu em quatro mandados de busca e apreensão e em oito medidas cautelares diversas da prisão, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Macaé e São José dos Campos.
- Em cumprimento, foram sequestrados bens e imóveis, além de embarcações pertencentes à organização investigada.
- As investigações apontam que o grupo operaria um esquema de pirâmide financeira global, com atuação no Brasil, na Ucrânia e no Japão, e teriam usados terceiros para registrar bens.
- Os investigados podem responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a Operação Fortuito 4, que mira uma suposta organização criminosa dedicada a crimes financeiros e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de 300 milhões de reais em bens da organização, segundo informou a PF. A ação ocorre no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (FICCO/RJ), com participação de policiais da PF e das polícias Civil e Militar do estado.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares diversas da prisão, envolvendo investigados em quatro cidades: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Macaé (RJ) e São José dos Campos (SP). Diversos imóveis e bens foram sequestrados, incluindo embarcações, conforme detalhou a corporação.
A origem da operação remonta à prisão em flagrante de uma mulher por posse ilegal de arma de fogo, ocorrida em maio de 2024, no bairro Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. A investigação aponta a prática de falsidade ideológica e porte ilegal de arma, além de indicar atuação estruturada da pirâmide financeira em países como Brasil, Ucrânia e Japão, com indícios de lavagem de dinheiro por meio de terceiros.
Desdobramentos e possíveis acusações
As apurações indicam que o esquema movimentou ativos em diferentes instituições e registros, reforçando a hipótese de lavagem de recursos. Os investigados poderão responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme apontado pela PF.
A operação ressalta a colaboração entre as forças de segurança federais e estaduais no combate a redes criminosas de grande alcance. Os próximos passos estão voltados à análise de documentos, rastreamento de bens e possível identificação de envolvidos adicionais.
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