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Por que a Sabesp ficou de fora da Copasa

Sabesp fica fora da privatização da Copasa; ações recuam 3,14%, com possibilidade de oferta da Aegea, ainda incerta e sem saldos de competição

Por que a Sabesp ficou de fora da Copasa
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  • A Sabesp ficou de fora da privatização da Copasa, não apresentando proposta pela estatal mineira.
  • A notícia fez a ação da Copasa cair 3,14%, para R$ 51,14, em pregão hoje.
  • A Aegea pode fazer uma oferta, mas a falta de concorrência tende a limitar o ágio sobre o preço da ação.
  • O cronograma prevê apresentação de documentação entre 21 e 25 de maio, definição do investidor-âncora em 27 de maio e oferta pública a partir de 28 de maio.
  • O Governo de Minas detém 50% das ações e venderia 45% na oferta base; o valor inicial da oferta pode chegar a até R$ 9 bilhões, podendo atingir R$ 10 bilhões com ações adicionais.

Na privatização da Copasa, a Sabesp ficou de fora. A companhia paulista, com a Equatorial Energia como investidor-alvo, decidiu não apresentar proposta pela estatal mineira. A notícia derrubou as ações da Copasa, que caíram 3,14%, para R$ 51,14.

A ausência da Sabesp reduz a competição no processo e tende a limitar o ágio sobre o preço da ação. A Aegea aparece como principal candidata a investir, com aporte em jogo, mas a falta de concorrência pesa.

O histórico recente favorece a Copasa: a empresa subiu 139% na Bolsa nos últimos 12 meses, ainda esperando pela privatização. A Sabesp avaliou com cautela o custo-benefício do negócio.

Fatores que pesam

Uma fonte próxima à Sabesp disse ao Brazil Journal que o valor apresentado ficou alto frente ao que está na mesa, além de incertezas sobre o modelo da transação e a política mineira. O entorno eleitoral em Minas também está aberto.

Na pesquisa estadual, o favorito ainda não é definido. O senador Cleitinho Azevedo é o nome mais citado, mas não confirmou candidatura e é contrário à venda sem plebiscito. O ex-senador Rodrigo Pacheco defende federalização.

O atual governador Mateus Simões lidera as candidaturas, seguido por Alexandre Kalil. O Governo de Minas lidera a privatização desde a saída de Romeu Zema para a Presidência. A avaliação é de que o projeto carece de salvaguardas.

O CEO da Sabesp, Carlos Piani, comentou que a decisão seria tomada com base em risco e retorno. A avaliação interna aponta que o projeto não ficou suficientemente estruturado e o timing divergiu dos interesses do grupo.

Cronograma e limites

Hoje, Haddad criticou a desestatização da Sabesp, prometendo reavaliar pontos do contrato se eleito. A Sabesp afirma haver oportunidades de crescimento no estado, citando leilões do Universaliza SP para o segundo semestre.

A Aegea recebe aportes de até US$ 1 bilhão de Itaúsa e GIC para competir na Copasa. O cronograma prevê apresentação de documentos entre 21 e 25 de maio, com a definição do investidor-âncora em 27 de maio.

A oferta pública de ações seria lançada a partir de 28 de maio. Em 1 de junho, o investidor de referência deve ser divulgado, caso haja aprovação e proposta acima do mínimo. Caso contrário, a privatização segue pulverizada.

O preço por ação da oferta base está previsto para 2 de junho. A operação pode movimentar até R$ 9 bilhões na oferta base, chegando a R$ 10 bilhões com ações adicionais. O governo de Minas detém 50% das ações.

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