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Prédio de ocupação é demolido; terreno vai a venda por R$ 30 milhões

Terreno de 2,8 mil m² na Vila Prudente, demolido após incêndio, fica à venda por R$ 30 milhões e pode viabilizar moradias populares sob ZEIS-3

Prédio na Vila Prudente, SP, antes da demolição
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  • Prédio ocupado na Vila Prudente, com cerca de 2,8 mil m², foi demolido e o terreno está à venda por R$ 30 milhões.
  • Incêndio em janeiro deixou duas vítimas e o processo de desocupação ocorreu em abril, com demolição já em curso.
  • Propriedade pode virar ativo financeiro para incorporadoras, com propostas de permuta financeira e pagamento conforme fluxo de vendas das unidades.
  • O terreno fica em Zona Especial de Interesse Social, sugerindo foco em habitação de interesse social, possivelmente ligando-se ao programa Minha Casa, Minha Vida.
  • Dívida de R$ 5,8 milhões com a prefeitura, referentes a IPTU e Taxa de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde, parte parcelada e parte discutida judicialmente.

Em janeiro deste ano, incêndio em um prédio ocupado por famílias sem teto na Vila Prudente, zona leste de São Paulo, deixou duas mortes. Em abril, as famílias foram removidas e a demolição começou. O terreno, com cerca de 2,8 mil m², está à venda por R$ 30 milhões.

As proprietárias são representadas pelo advogado Bruno Araújo. Segundo ele, a crise financeira após a morte do antigo dono levou à ocupação de 2016, quando o imóvel foi construído ao longo de anos com compras de terrenos vizinhos.

O terreno ficou abandonado por anos e passou a ser alvo de um fundo de investimentos focado em ativos estressados. O fundo paga assessoria jurídica, indenizações, segurança e a demolição, prevista para durar de 60 a 75 dias.

Novo destino do terreno

A expectativa é que o espaço seja usado como ativo financeiro para atrair construtoras, com foco em habitação de interesse social. A ZEIS-3 permite projetos de HIS, com pagamento vinculado às vendas das unidades.

O pagamento por parte da incorporadora ocorreria conforme fluxo de recebimentos. O município vê possibilidade de projetos para o Minha Casa, Minha Vida, dependendo do aproveitamento do espaço.

Segundo o advogado das donas, o terreno já recebe propostas, com a avaliação de base de R$ 30 milhões. Os contatos até o momento envolvem permuta financeira, sem divulgação de nomes.

Situação fiscal e contexto local

O terreno tem R$ 5,8 milhões em dívidas, parte parcelada, segundo a Procuradoria Geral do Município. Tributos como TRSS e IPTU estão incluídos, com disputas judiciais sobre cobranças de IPTU de imóvel invadido.

Na região, o cenário imobiliário aponta demanda estável. Segundo estudo da Loft, o ticket médio dos imóveis no bairro fica acima de R$ 500 mil, e o preço médio de lançamento gira em torno de R$ 9,4 mil o m².

A demolição envolve equipes de segurança para evitar novas ocupações. O caso recebeu atenção por envolver tragédia, dívida municipal e o retorno do terreno ao mercado imobiliário.

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