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Robbin, criada por ex-Itaú, facilita parcelamento de compras no varejo

Robbin levanta US$ 8 milhões para ampliar crédito B2B que permite varejistas parcelar compras da indústria; novo FIDC de US$ 100 milhões sustenta a operação

A Robbin, de dois ex-Itaú, quer ajudar o varejista a parcelar suas compras
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  • A Robbin captou US$ oito milhões em rodada seed, com participação de Canary, Atlântico e Caravela, para ampliar sua plataforma de crédito B2B que permite varejistas parcelar compras junto à indústria.
  • A fintech foi fundada há dois anos e meio por Leonardo Moura e pelos cofundadores Henrique Meyer e Tomás Corrêa, ex-Itaú e XP, com foco em preencher o gap de crédito e pagamento para pequenos varejistas.
  • O produto é um cartão de crédito virtual acessado por carteira digital, que usa o trilho PIX; o varejista pode parcelar compras da indústria e acumula pontos, enquanto a indústria recebe o valor à vista.
  • A Robbin atua com uma esteira de crédito que busca reduzir inadimplência, usando dados de ERPs das indústrias, referência do Banco Central, birôs de crédito e open finance; já tem oito indústrias parceiras, incluindo Cantu Pneus, Chilli Beans, Votorantim e Tigre.
  • Desde a fundação, a empresa já realizou R$ 200 milhões em crédito; lançou um FIDC de US$ 100 milhões para financiar operações por aproximadamente um ano e meio, mantendo 100% das cotas subordinadas.

A Robbin, fintech brasileira criada por dois ex-Itaú, captou US$ 8 milhões em sua primeira rodada institucional. A rodada seed foi liderada por Canary, Atlântico e Caravela, com participação de AB Seed, Norte Ventures e dos fundos Clocktower e Tomorrow Capital. O recurso mira ampliar a plataforma de crédito B2B que permite varejistas parcelar compras com a indústria.

Fundada há dois anos e meio, a Robbin tem Leonardo Moura como CEO, ex-XP e ex-Itaú BBA, cofundador ao lado de Henrique Meyer e Tomás Corrêa, CTO. Meyer passou pelo DCM de Itaú, Citi e HSBC; Corrêa participou da OpenCo, startup de crédito integrada ao SoftBank.

A tese da startup é modernizar pagamentos para varejistas, reduzindo a dependência de crédito da indústria e oferecendo parcelamento com custo menor via PIX. O modelo envolve cartão virtual acessado por app de carteira digital e um programa de fidelidade para varejistas.

O funcionamento: a indústria recebe o valor à vista, enquanto o varejista paga parcelado e acumula pontos. A Robbin assume o crédito e a inadimplência, buscando manter índice abaixo da média de PMEs, estimada pelo BC em 5,5%.

A esteira de crédito utiliza dados de ERPs das indústrias, histórico de relacionamento com o varejista, além de informações de bureaus e open finance. Com isso, a fintech afirma reduzir custos transacionais e ampliar o prazo de pagamento.

Atualmente, a Robbin trabalha com oito indústrias, entre elas Cantu Pneus, Chilli Beans, Baterias Moura, Brinox, Votorantim e Tigre. Os varejistas podem usar o cartão da Robbin com qualquer fornecedor, com benefícios para as indústrias associadas.

A expectativa é chegar a 50 indústrias parceiras ainda neste ano. Em operação, a Robbin já soma R$ 200 milhões em crédito, geridos majoritariamente por operações bilaterais com bancos.

Além da captação, a fintech anunciou a assinatura de um FIDC de US$ 100 milhões (aproximadamente R$ 500 milhões) para financiar operações por pelo menos 18 meses. A Robbin detém 100% das cotas subordinadas do FIDC e negocia com algumas indústrias a entrada no risco de crédito, buscando maior alinhamento entre originação e performance da carteira.

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