- Santander elevou a recomendação da Petrobras de neutro para compra e o preço-alvo de R$ 35 para R$ 60, citando perspectivas melhores com produção crescente, petróleo mais caro e geração de caixa robusta, abrindo espaço para dividendos extraordinários.
- O relatório aponta que os resultados devem superar o informado pela empresa em exploração e produção, apoiados por aceleração de FPSOs e possíveis revisões positivas de produção, compensando quedas esperadas na rentabilidade da gasolina.
- A produção da Petrobras pode alcançar perto de 2,6 milhões de barris por dia em 2026, perto do limite superior da projeção da administração de 2,5 milhões, um aumento de cerca de nove por cento frente a o ano anterior.
- Os analistas consideram que o cenário de preços do petróleo auxilia essa visão, com o Brent projetado em US$ 88 o barril para este ano e US$ 80 para o próximo, ante projeções anteriores.
- O Santander estima receita de 88,4 bilhões de dólares com exploração e produção em 2026, mantendo resultados estáveis no downstream devido ao subsídio de diesel e apontando espaço para dividendos extraordinários de até cerca de 2 bilhões de dólares em 2027.
O Santander revisou a recomendação para as ações ordinárias da Petrobras de neutro para compra, com o preço-alvo aumentando de R$ 35 para R$ 60. A avaliação se baseia em perspectivas de produção mais alta, petróleo em alta e geração robusta de caixa, sugerindo espaço para dividendos extraordinários.
Os analistas apontam que o desempenho operacional deve superar as expectativas, com ganhos mais fortes em exploração e produção. A projeção considera aceleração de FPSOs, revisões positivas de produção e altas cotações do petróleo como motores de retorno.
Além disso, o relatório destaca que a Petrobras pode manter resultados estáveis no downstream, mesmo com subsídios governamentais ao diesel. O cenário sugere espaço para dividendos extraordinários, estimando até US$ 2 bilhões em 2027.
Perspectivas e números operacionais
A leitura do Santander encara o 1º trimestre recente como base de melhoria, com produção de 2,6 milhões de barris/dia e 2,7 milhões em abril. A projeção de 2026 sugere produção perto do teto da administração, em 2,6 milhões de b/d, 9% acima de 2025.
A alta recente do petróleo, com Brent estimando US$ 88 por barril neste fim de ano e US$ 80 em 2027, sustenta o cenário. A previsão de receita da área de exploração e produção para 2026 fica em US$ 88,4 bilhões, quase 48% superior à estimativa inicial.
O relatório também aponta o possível envolvimento da Petrobras em reestruturações de capital de terceiros, como a Braskem, além de movimentos no setor de etanol. Tais fatores podem influenciar o fluxo de caixa livre, que ficaria próximo de 12% de rendimento.
Desempenho de mercado
Às 16h03, as ações ordinárias subiam 0,72%, cotadas a R$ 50,04. No ano, os papéis já acumulam alta de cerca de 55%. A valor de mercado da Petrobras está em torno de R$ 613,7 bilhões.
Entre na conversa da comunidade