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Transportadora perto de presídio lavou dinheiro do PCC e liga à Deolane

Polícia aponta empresa de transportes, próxima a presídio, como lavagem de milhões pelo PCC, conectando-se à prisão de Deolane Bezerra; bloqueio supera R$ 327 milhões

Deolane tinha vínculos com um dos gestores fantasmas da transportadora, segundo a polícia
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  • A Polícia Civil de São Paulo aponta que membros do PCC usaram uma empresa de transportes, perto da penitenciária II de Presidente Venceslau, para lavar milhões de reais obtidos pela organização criminosa.
  • O esquema seria comandado por aliados de Marcos Willian Herbas Camacho, o Marcola, mesmo com o líder da facção preso no sistema federal.
  • A investigação se baseou em bilhetes apreendidos em 2019 com dois detentos da mesma penitenciária que levaram à descoberta da empresa e do modo de operação.
  • A polícia identifica fluxo de dinheiro sem lastro, contas de passagem de valores e estruturas empresariais para dificultar o rastreamento, com operações não relacionadas a honorários advocatícios lícitos.
  • A Justiça decretou seis prisões preventivas, bloqueio de mais de R$ 327 milhões, apreensão de 17 veículos (incluindo modelos de luxo) e quatro imóveis vinculados aos investigados; Deolane Bezerra foi presa no caso.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira, 21, a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, em uma operação que apura lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A investigação aponta que uma empresa de transportes, localizada próxima à penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista, era usada para movimentar milhões de reais do crime organizado. O esquema seria comandado por aliados de Marcola, mesmo com o líder da facção preso.

Segundo as apurações, a quebra de sigilos fiscal e financeiro revelou um fluxo financeiro sem lastro econômico compatível. Houve movimentações atípicas, contas de passagem de valores e repasses envolvendo empresas sem capacidade financeira aparente, com justificativas lícitas insatisfatórias. Os investigadores identificaram estruturas empresariais usadas para dificultar rastreamento da origem e do destino do dinheiro.

A polícia informou que as fases da operação resultaram em seis prisões preventivas, bloqueio de mais de 327 milhões de reais, apreensão de 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de 8 milhões, e quatro imóveis vinculados aos investigados. A atuação envolve o grupo criminoso e a relação com a advogada Deolane ainda é objeto de apuração.

Subtítulo: Desdobramentos da investigação

A corporação detalha que o material apreendido em 2019, em arquivos encontrados com dois detentos da penitenciária, foi o marco que levou à identificação do esquema. As informações indicam que o dinheiro não tinha relação com honorários legais, mas com a estrutura de lavagem ligada ao PCC.

A defesa de Deolane foi contatada pela reportagem, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. O veículo se compromete a atualizar o conteúdo caso haja manifestação oficial dos advogados.

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