- Datafolha aponta que 68% dos endividados esperam se beneficiar do Desenrola 2; 77% do público geral acredita em impactos positivos na economia.
- Pela pesquisa, 49% dizem que o programa beneficiará muito a economia brasileira; 28% dizem que ajudará um pouco.
- A consulta foi feita com 2.004 eleitores de 12 a 14 de maio de 2026; margem de erro de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança.
- O Desenrola 2 permite renegociar dívidas atrasadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e 2 anos, envolvendo cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
- Regras incluem descontos de 30% a 90%, juros máximos de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses e limite de 15 mil por banco; uso do FGTS é permitido, até 20% do saldo ou 1.000 reais, o que for maior.
O Datafolha divulgou nesta sexta-feira 22 de maio de 2026 resultados de uma pesquisa sobre o Desenrola 2. O levantamento aponta que 68% dos endividados esperam benefício pessoal com o programa, enquanto 77% do público geral enxergam impactos positivos na economia.
A pesquisa foi realizada entre 12 e 14 de maio de 2026 com 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. O estudo foi contratado pela Empresa Folha da Manhã S.A. e registrado no TSE.
Desenrola 2 em números
O Desenrola 2 permite renegociar dívidas atrasadas entre 90 dias e 2 anos, contraídas até 31 de janeiro de 2026. O foco inclui cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Descontos variam de 30% a 90%, com juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses.
Os limites de renegociação chegam a 15 mil reais por pessoa por banco. A ideia central é que bancos ofereçam novos empréstimos para quitar débitos antigos com condições mais favoráveis.
Uso do FGTS e outras frentes
Entre as novidades, o FGTS pode abater débitos, com teto de 20% do saldo ou 1.000 reais, o que for maior. O programa atua em quatro frentes: Famílias, Fies, Empresas e Rural. No Fies, estudantes no CadÚnico podem obter descontos de até 99% da dívida, com parcelamento em até 150 vezes.
A medida busca reduzir o endividamento das famílias e evitar linhas de crédito com taxas elevadas. O governo pretende manter a renegociação para estimular consumo nos próximos meses.
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