- O BCE deve elevar as taxas de juros em junho para sinalizar compromisso com a meta de inflação de 2%.
- O comentário foi feito por Alexander Demarco, presidente do banco central de Malta e membro do conselho do BCE, à margem de reunião em Nicósia.
- Demarco diz que não há necessidade de aperto monetário agressivo neste momento.
- A inflação está em cerca de 3% devido aos preços de energia, mas o núcleo da inflação continua convergindo para a meta.
- A decisão dependerá das próximas projeções econômicas, com possibilidade de altas suaves e paciência na atuação.
O Banco Central Europeu (BCE) deve elevar as taxas de juros em junho para sinalizar o compromisso com a meta de inflação de 2%. A ideia foi apresentada pelo presidente do banco central de Malta e integrante do conselho do BCE, Alexander Demarco, durante reunião de ministros de Finanças da zona do euro em Nicósia, Chipre.
Demarco afirmou que, com a inflação de médio prazo ainda bastante ancorada, não há necessidade de novas medidas agressivas neste momento. Ele ponderou que o aperto pode ocorrer em junho, mas o objetivo é preservar a credibilidade sem parecer atraso na política.
O dirigente apontou que a inflação está em 3% devido a preços de energia elevados, mas o núcleo permanece convergindo para a meta, com expectativas bem ancoradas. Segundo ele, os juros podem não subir muito além de 2%, dependendo das próximas projeções econômicas.
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