- O CEO do Goldman Sachs, David Solomon, disse que temores de desemprego em massa por IA são exagerados, em artigo no The New York Times.
- Segundo ele, a IA pode automatizar até 25% das horas de trabalho nos próximos dez anos, especialmente em funções de escritório como contabilidade, bancos e direito, mas também criará novas oportunidades.
- Solomon afirma que a tecnologia ajudará profissionais a se concentrarem em atividades mais complexas, elevará padrões e abrirá vagas ligadas à gestão e supervisão de ferramentas de IA.
- O texto faz referência a uma visão de Keynes, de 1930, sobre trabalho de 15 horas semanais em 2030, lembrando que temores podem ser superados pela produtividade impulsionada pela IA, defendendo atuação conjunta entre governos e empresas em caso de cortes de empregos.
- Estudos citados indicam que funções de entrada podem ser mais vulneráveis, enquanto profissões como médicos e gestores tendem a ser complementadas pela IA.
O CEO do Goldman Sachs, David Solomon, afirmou que os temores de desemprego em larga escala por causa da IA são exagerados. Em artigo no The New York Times, ele sustenta que a economia americana se adaptará às mudanças tecnológicas e criará novas oportunidades de trabalho. Solomon descreve a IA como um grande salto para a sociedade, ainda que traga desafios ao mercado de trabalho.
Segundo Solomon, uma análise do Goldman estima que a IA poderá automatizar 25% das horas de trabalho nos próximos dez anos. Profissões de escritório, especialmente contabilidade, bancos e direito, devem passar por forte automação de tarefas. Ele afirma, porém, que a IA não tornará trabalhadores obsoletos; deverá permitir foco em atividades mais complexas e abrir vagas ligadas à gestão de ferramentas de IA.
O executivo cita que a IA elevará padrões e pode ampliar funções existentes, além de criar novas vagas. Em referência histórica, compara com a previsão de Keynes de 1930 sobre a semana de 15 horas em 2030, destacando que temores não devem impedir o aproveitamento da IA para produtividade e retomada econômica. Solomon defende atuação conjunta de governos e empresas em possíveis cortes de emprego.
Ponto de vista divergente
As declarações de Solomon contrastam com avaliações mais pessimistas sobre impactos da IA no trabalho. O economista Daron Acemoglu, do MIT, alerta para risco de automação excessiva, que pode reduzir a participação no mercado de trabalho se apenas substituíra trabalhadores sem gerar novas funções. Ele defende uso da IA para complementar a mão de obra, não substituí-la.
A reportagem cita estudo da McKinsey & Company: 51% das organizações consultadas em 2025 disseram que a IA generativa reduziu a necessidade de cargos de entrada. Já economistas do Goldman Sachs identificam vulnerabilidade de funções como operadores de telefonia, analistas de sinistros e cobradores à substituição tecnológica.
Por outro lado, profissões como médicos, cirurgiões, administradores educacionais, gerentes de construção e executivos-chefes tendem a ser complementadas pela IA, não eliminadas, segundo a avaliação citada. O texto ressalta ainda que o debate envolve impactos diferentes conforme áreas e usos da tecnologia. Fonte: estudo e análises citadas pela imprensa.
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