Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

CNI aciona STF contra fim da taxa das blusinhas anunciada por Lula

CNI acionou STF para manter a cobrança de 20% sobre compras internacionais até US$ 50; vê urgência eleitoral e risco de competitividade e empregos

CNI sustenta que fim da taxa das blusinhas atende a uma “urgência eleitoral”. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acionou o STF contra o fim da taxa de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50, anunciada por Lula.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou a retomada da isenção por meio da Medida Provisória (MP) 1.357/2026 no dia 12.
  • A CNI sustenta que a MP não atende aos requisitos constitucionais de relevância e urgência, destacando tratar-se de uma “urgência eleitoral” e não de necessidade econômica imprevista.
  • A entidade pediu suspensão imediata das medidas do governo e o restabelecimento da alíquota de 20% até o julgamento de mérito da questão.
  • Dados apresentados mostram que, em 2025, a cobrança de 20% arrecadou R$ 3,5 bilhões, preservou cerca de 135 mil empregos e manteve R$ 19,7 bilhões circulando na economia; o impacto seria maior para setores com muitas microempresas, como vestuário, calçados e acessórios, que somam mais de 990 mil negócios.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acionou o STF contra o fim da taxa das blusinhas, imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. A ação foi protocolada nesta sexta-feira (22).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a retomada da isenção por meio da MP 1.357/2026 no dia 12 deste mês, a menos de cinco meses das eleições.

A CNI sustenta que a emissão da MP não atende aos requisitos constitucionais de relevância e urgência, caracterizando a medida como urgência eleitoral e não necessidade econômica imprevista.

Reação da indústria e argumentos centrais

A entidade afirma que a intervenção unilateral do Executivo atropela o processo legislativo e a separação de Poderes, mantendo a cobrança para evitar assimetria competitiva e distorções no mercado.

Segundo a CNI, a alíquota zero impacta a indústria brasileira que importa para revender, elevando custos e afetando toda a cadeia, até o consumidor final.

Dados apresentados indicam que a cobrança de 20% em 2025 rendeu R$ 3,5 bilhões aos cofres federais, preservou cerca de 135 mil empregos e manteve R$ 19,7 bilhões circulando na economia.

A CNI aponta ainda que o setor vestuário, calçados e acessórios é o mais prejudicado, com mais de 990 mil microempresas ativas no segmento de vestuário e calçados, colocadas em desvantagem pela mudança.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais