- Pesquisa Datafolha mostra que 68% das pessoas endividadas acreditam que serão beneficiadas pela segunda edição do Desenrola 2.0, apesar de 46% aprovarem o governo de Lula.
- Entre quem não tem dívidas, 39% também veem ganho pessoal com o programa e 73% avaliam impacto favorável para a economia.
- Desenrola 2.0, lançado em quatro de maio, terá duração de noventa dias e oferece descontos de até noventa por cento, com juros de até 1,99% ao mês; há teto de renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
- Já foram renegociados cerca de R$ 10 bilhões em dívidas bancárias; governo autorizou até R$ 15 bilhões para o Fundo de Garantia de Operações; é possível usar até 20% do saldo do FGTS (ou até R$ 1 mil) para quitar dívidas, com liberação a partir do dia vinte e cinco.
- O cenário de endividamento é profundo: 47% dos brasileiros têm algum tipo de dívida, 62% estão inadimplentes, e a renda comprometida chegou a 49,9% em fevereiro; Serasa aponta 83,3 milhões de negativados.
O Desenrola 2.0 avança com apoio significativo entre endividados, apesar de avaliação negativa do governo. Dados do Datafolha divulgados nesta sexta-feira mostram que 68% dos usuários com dívidas acreditam que serão beneficiados pela segunda edição do programa. Entre esses, 46% aprovam Lula e 31% classificam o governo como ótimo ou bom.
Ainda conforme a pesquisa, mesmo entre eleitores sem dívidas há expectativa de ganho pessoal com a medida. Em 39% dos entrevistados considerados endividados, há percepção de benefício individual, e 73% veem impacto positivo para a economia.
Detalhes do Desenrola 2.0
O programa foi relançado em 4 de maio e terá duração de 90 dias. Descontos de até 90% sobre débitos bancários e juros limitados a 1,99% ao mês são as principais regras. A renegociação é voltada a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, hoje até R$ 8.105.
Até o momento, o governo informou que cerca de R$ 10 bilhões em dívidas bancárias já foram renegociados. Para viabilizar o programa, o Planalto autorizou aporte de até R$ 15 bilhões no Fundo de Garantia de Operações (FGO), gerido pelo BB.
Além disso, está prevista a possibilidade de uso de até 20% do saldo do FGTS (ou até R$ 1 mil), prevalecendo o maior valor, para quitar ou reduzir as dívidas renegociadas. A liberação desse benefício começará apenas no dia 25, semanas após o lançamento oficial.
Endividamento e cenário econômico
Dados de fevereiro indicam que 49,9% da renda das famílias está comprometida com dívidas, recorde na série histórica iniciada em 2005. Em março, a taxa de inadimplência alcançou 5,3%. Serasa aponta 83,3 milhões de negativados no país, com dívidas concentradas em bancos, serviços básicos e financeiras.
O levantamento de dados também mostra que 47% dos brasileiros têm algum tipo de dívida, e 62% desse grupo já estão inadimplentes, com contas em atraso. O endividamento é mais intenso entre jovens de 25 a 34 anos, moradores de grandes cidades e evangélicos.
Perspectiva política e percepção pública
A gestão federal vê no Desenrola uma estratégia para ampliar o fluxo de crédito, estimular consumo e melhorar a percepção econômica antes das eleições de 2026. Auxiliares avaliam que ações de alívio financeiro imediato podem ter maior efeito eleitoral do que medidas macroeconômicas.
A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios, entre 12 e 13 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento aponta que 77% dos brasileiros consideram o programa positivo para a economia, sendo 49% acreditando em impacto significativo.
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