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Dólar abre em alta, a R$ 5,02, com guerra e mudanças no Fed no radar

Dólar abre em alta a R$ 5,02 com guerra no radar e novo cenário no Federal Reserve

No mercado de câmbio no Brasil, o dólar oscilou entre R$ 5,07 e R$ 4,98 nesta semana
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  • Dólar abriu em alta a R$ 5,018, com variação de 0,33% em relação ao fechamento de ontem.
  • A cotação oscilou entre R$ 5,07 e R$ 4,98 na semana, influenciada pela cotação do petróleo e pelas negociações entre EUA e Irã.
  • No Brasil, o mercado reagiu a notícias sobre o principal candidato da oposição e a ligações envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro preso.
  • O Brent estava em torno de US$ 104,34 o barril, alta de cerca de 1,7%; a semana teve faixa entre US$ 102 e US$ 112.
  • Os investidores monitoram a posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve, com incertezas sobre a autonomia do banco central dos EUA.

O dólar abriu em alta, cotado a 5,018 reais para venda, com ganho de 0,33% ante o fechamento de ontem. A sessão desta sexta-feira traz volatilidade no câmbio brasileiro.

A moeda oscilou entre 5,07 e 4,98 reais na semana, pressionada pela cotação do petróleo e pela sobreposição de negociações entre EUA e Irã para encerrar o conflito. No Brasil, notícias envolvendo o principal candidato da oposição repercutem no mercado.

A trajetória recente do dólar, em queda desde 13 de março, mudou de viés após reportagens sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Vorcaro, preso por crimes financeiros ligados à liquidação do Banco Master.

Petróleo e cenário internacional

O Brent era negociado por volta de 104,34 dólares o barril, com alta de cerca de 1,7% na manhã desta sexta. A semana teve oscilação entre 102 e 112 dólares, influenciando o teto de preço no câmbio.

Países envolvidos mantêm negociações sobre paz entre EUA e Irã, com propostas discutidas para encerrar o conflito. Teerã e Washington seguem divergentes sobre estoque de urânio e controles no Estreito de Hormuz.

Mercado brasileiro e fluxo de capitais

O Ibov, principal índice da B3, registrou queda acentuada neste período, com repercussões de fluxo externo. Em quatro semanas, saídas de capital externo superaram 22 bilhões de reais.

O cenário local acompanha a rotação de portfólios e a sensibilidade a notícias políticas, que moldam a percepção de risco dos investidores nacionais e estrangeiros.

Fed e política monetária

O mercado monitora a posse de um novo presidente do Fed. O ex-analista Kevin Warsh assume o comando neste dia, em meio a questionamentos sobre a autonomia da instituição frente ao governo.

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