- Empréstimos em bancos digitais são obtidos em poucos minutos pelo celular, o que facilita o endividamento.
- Dados da Serasa apontam que mais da metade da população adulta está inadimplente, somando 82 milhões de brasileiros com pelo menos uma dívida em atraso.
- Cartão de crédito, empréstimos e cheque especial são as principais fontes de endividamento.
- Economistas dizem que o crédito deixou de ser apenas para emergências e passou a funcionar como complemento de renda para famílias; fatores como custo de vida e educação financeira influenciam o cenário.
- Especialistas defendem mais cuidado dos consumidores e a necessidade de novas regras para o setor de crédito digital.
Em bancos digitais, o acesso a empréstimos ficou mais ágil: em minutos, o dinheiro aparece na conta pelo celular. Economistas associam a facilidade com o aumento do endividamento no país.
Dados da Serasa indicam que mais da metade da população adulta está inadimplente, totalizando cerca de 82 milhões de brasileiras e brasileiros com contas em atraso. Cartões, empréstimos e cheque especial aparecem entre as principais dívidas.
O cenário é explicado pela combinação de juros altos, custo de vida elevado e uso recorrente do crédito. Especialistas ressaltam que o crédito digital ganhou espaço como complemento de renda para famílias.
Dados e impactos
A inadimplência cresce conforme o crédito fica mais acessível, segundo analistas. As autoridades também citam a necessidade de educação financeira e regras regulatórias mais claras para o setor.
A Federação Brasileira de Bancos aponta fatores como a inflação, a demanda por crédito e a variação de renda familiar como elementos que influenciam o quadro atual. Pesquisas apontam maior exigência de cautela dos consumidores.
O que dizem os especialistas
Economistas destacam que empréstimos digitais exigem disciplina, planejamento e acompanhamento de orçamento. O alerta é de que, sem educação financeira, o uso do crédito pode se tornar vício de consumo.
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