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Erros ao pedir empréstimo podem levar a dívidas em atraso

Quarenta por cento dos inadimplentes teve nome negativado há dez anos; gerente da Juvo aponta cinco erros comuns ao contratar empréstimo e orienta planejamento financeiro

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  • Dados da Serasa apontam que 34 milhões de brasileiros têm nome negativado há dez anos, representando 40% dos inadimplentes.
  • A CNC indica que 16,4% das famílias se consideram muito endividadas e 49,5% das contas em atraso passam de 90 dias.
  • Murilo Menezes, gerente-geral da Juvo, afirma que o crédito pode ajudar na reorganização financeira quando usado de forma estratégica.
  • Um erro comum é pedir mais do que cabe no orçamento, com parcelas idealmente não ultrapassando 30% da renda mensal.
  • Outros erros são não comparar taxas e condições, não planejar o pagamento, não ter objetivo claro para o crédito e não ler o contrato atentamente.

A Serasa aponta que 34 milhões de brasileiros estão com o nome negativado há uma década, representando 40% dos inadimplentes. Dados de abril da CNC mostram que 16,4% das famílias se consideram muito endividadas e 49,5% das contas em atraso passam de 90 dias. O panorama ressalta a importância do planejamento financeiro na hora de contratar empréstimos.

Para Murilo Menezes, gerente-geral da fintech Juvo, o crédito pode ajudar a reorganizar as finanças quando usado de forma estratégica. O executivo destaca cinco erros comuns na contratação de empréstimos e reforça a necessidade de planejamento para evitar piora financeira.

Pedir mais do que pode pagar

Solicitar valor acima da capacidade de pagamento é erro frequente. Antes de contratar, é essencial calcular o impacto das parcelas no orçamento mensal e a viabilidade em imprevistos. A orientação é manter a parcela em até 30% da renda mensal para reduzir o risco de inadimplência.

Não comparar taxas e condições

A variação de juros entre instituições é significativa. Em março de 2026, a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas ficou em 61,5% ao ano, segundo dados oficiais. Comparar ofertas, observar o Custo Efetivo Total e entender o impacto das parcelas são passos fundamentais.

Não planejar o pagamento das parcelas

A facilidade de contratação digital aumenta o risco de comprometer a rotina financeira se o planejamento não existir. O ideal é analisar o orçamento completo antes de assumir qualquer compromisso, considerando cenários de renda futura.

Não ter um objetivo claro para o crédito

Contratar sem finalidade definida pode levar a gastos inadequados e novas dificuldades. O crédito pode ser usado para emergências, reorganização financeira, educação, reformas ou projetos, desde que haja clareza sobre o objetivo.

Não ler atentamente o contrato

A leitura do contrato evita surpresas em prazos, taxas e multas. Transparência das condições é chave para uma contratação mais segura, com compreensão exata do que será pago e das regras do acordo.

Tecnologia e novas análises de crédito

Avanços tecnológicos, incluindo IA, ampliam o acesso a empréstimos a consumidores antes desatendidos pelo sistema financeiro. Modelos de análise baseados em dados alternativos ajudam a oferecer ofertas mais alinhadas ao perfil, mas é essencial pesquisar detalhes como juros, pois as variações podem ser significativas.

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