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Estatais de óleo e gás devem liderar a transição energética

Estatais de petróleo controlam 55% da produção e cerca de dois terços das reservas, mas ainda não possuem planos viáveis de transição energética e avançam pouco

Adriàn Correa-Florez: “Não existe um caminho de transição único que sirva para todas as empresas de petróleo e gás” — Foto: Divulgação
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  • Empresas estatais de óleo e gás controlam 55% da produção global e cerca de dois terços das reservas conhecidas.
  • Não há, ainda, planos viáveis de transição energética entre essas companhias.
  • Mesmo as líderes do processo adotam gestos discretos na transição.
  • A transição deve levar em conta as características de cada país, vulnerabilidades e ritmos diferentes.
  • O estudo aponta a necessidade de uma transição ordenada e justa envolvendo as grandes fornecedoras de fósseis.

As empresas estatais de petróleo e gás podem cumprir papel relevante na transição energética de forma ordenada e justa. Juntas, controlam 55% da produção global e cerca de dois terços das reservas conhecidas.

No entanto, o estudo aponta que essas companhias ainda não apresentam planos de transição viáveis. Mesmo as que avançam são modestas em seus passos, sem anunciar grandes mudanças de rumo.

A avaliação sugere que a transição deve respeitar as particularidades de cada país, suas vulnerabilidades e ritmos de implementação, evitando soluções únicas para todas as nações.

Desafios e caminhos

A pesquisa destaca a necessidade de estratégias estruturadas, com metas claras e participação de governos, empresas e sociedade. A adoção de transições mais transparentes é apontada como essencial para mitigar impactos econômicos.

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