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IA coloca RH, cultura e autonomia digital no centro da transformação corporativa

IA centraliza RH, cultura e governança de dados na transformação empresarial, ampliando autonomia tecnológica e decisões estratégicas

Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior Sistemas, durante o Senior Experience: executivo apresentou os novos agentes de inteligência artificial da companhia e defendeu a tecnologia como infraestrutura estratégica de decisão para as empresas. (Foto: Divulgação)
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  • O Senior Experience 2026, em São Paulo, reuniu executivos para debater IA, dados, liderança e gestão de pessoas como núcleo da estratégia empresarial.
  • A Senior Sistemas apresentou o ecossistema Sara e o Sara Studio, permitindo que empresas criem agentes de IA sem programação e aumentem a autonomia operacional.
  • A IA foi tratada como infraestrutura de decisão, conectada a dados, processos e cultura, com foco em governança, segurança, privacidade e conformidade.
  • A empresa também revelou o MCP (Model Context Protocol) para conectar diferentes modelos de IA às soluções, atendendo mais de 14,5 mil grupos e administrando mais de 50 mil CNPJs.
  • O RH ganhou protagonismo, com foco em gestão de pessoas, recrutamento, desenvolvimento e cultura, destacando que a IA exige preparação humana para gerar resultados.

Em São Paulo, o Senior Experience 2026 reuniu executivos, especialistas e lideranças para discutir como a inteligência artificial passa a ocupar o centro de decisões nas empresas. A equipe da Paraná S.A. acompanhou os debates, que mostraram IA como parte da estratégia de governança, cultura e gestão de pessoas.

O evento mostrou que IA não é apenas produtividade, mas transformação estrutural. Questões de governança de dados, segurança, privacidade e conformidade passaram a fazer parte da implementação da tecnologia, segundo os participantes.

Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior Sistemas, destacou que tecnologia, gestão e inovação devem acelerar decisões com contexto. A empresa apresentou avanços na arquitetura tecnológica, incluindo o ecossistema Sara e o Sara Studio, voltado a criar agentes de IA sem programação.

IA deixa de ser ferramenta isolada

A fala de Castelo Branco enfatizou que a IA já atua integrada às operações corporativas. Executivos ressaltaram que a transformação envolve menos soluções pontuais e mais suporte a decisões estratégicas e operações críticas.

Segundo ele, empresas de tecnologia evoluem para plataformas automatizadas e conectadas. Funções repetitivas devem ceder espaço à IA, enquanto novas posições surgem com a transformação. O desafio é preparar as pessoas para essa transição.

Senior aposta em integração de IA e nova arquitetura tecnológica

Entre os anúncios, a Senior detalhou uma camada baseada em MCP (Model Context Protocol) para conectar modelos de IA às soluções com maior segurança e contexto. O objetivo é criar um ecossistema integrado de IA empresarial.

A empresa afirma atender mais de 14,5 mil grupos e administrar mais de 50 mil CNPJs, atuando em setores como indústria, logística, agronegócio, construção, varejo e serviços.

Por que o RH ganhou protagonismo

A presença de temas ligados a RH, liderança e gestão de pessoas ganhou destaque na programação. José Krasucki, head de Marketing da Senior, explicou que a gestão de pessoas é pilar da atuação tecnológica da empresa.

No menu da vertical de gestão, há soluções para recrutamento, onboarding, desenvolvimento, gestão de desempenho e offboarding, apoiadas por tecnologia. O RH passa a ter papel estratégico diante da transformação digital.

O desafio é transformar IA em resultado

Krasucki reforçou a necessidade de ir além da automação simples. O desafio é gerar impacto concreto na operação, gestão e decisões. Soluções com IA para Business Partner foram citadas como exemplo de democratização de práticas de gestão.

Ao longo do encontro, ficou claro que tecnologia ganha relevância quando aumenta eficiência, qualidade de decisão e competitividade. A IA é vista como infraestrutura de apoio a decisões.

IA também entra na adaptação à reforma tributária

O evento abordou o impacto da reforma tributária na operação empresarial. A Senior apresentou simuladores de CBS e IBS, analytics fiscais, conciliação tributária e automação de regras fiscais, além de novidades em logística, marketplace e gestão financeira.

A integração entre IA, automação e plataformas corporativas foi reforçada como tendência para diferentes setores, incluindo agronegócio e construção civil.

Liderança e engajamento entram na pauta

Painéis sobre liderança defenderam gestão de pessoas, contratação, desenvolvimento de equipes e feedbacks eficazes. A importância da escuta ativa e de conversas difíceis foi ressaltada como parte de equipes de alto desempenho.

Em um ambiente com IA acelerando processos, a liderança é vista como determinante para formar profissionais com senso crítico e foco estratégico, capazes de usar tecnologia com responsabilidade.

Guga e Walter Longo reforçam dimensão humana

A abertura contou com Gustavo Kuerten, que destacou planejamento, repertório e confiança no processo para enfrentar a pressão do mercado. Walter Longo apresentou a ideia de “heart skills”, valorizando empatia e colaboração.

A mensagem é de que diferenciais humanos ganham peso competitivo à medida que a tecnologia se torna mais acessível. O evento sinaliza mudança de foco rumo à inteligência humana na transformação digital.

O recado para empresas tradicionais

Para empresas familiares e do agronegócio, o recado é claro: IA exige mudança cultural, governança de dados e liderança preparada. Mesmo com avanço tecnológico, o fator humano continua essencial para produtividade e resultados.

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