- Mastercard quer dividir com as maquininhas os prejuízos relacionados à quebra do Will Bank, fintech ligada ao Master.
- A empresa já reembolsou credenciadoras em cerca de 50% do total de pagamentos processados pelos clientes do Will antes da liquidação.
- A nova proposta é usar os valores pagos pelos clientes do Will para se recompor antes de repassar recursos às credenciadoras.
- Adquirentes envolvidas incluem Rede, Cielo, Stone e PagSeguro; cartão era bandeira do Will Bank.
- Banco Central estabeleceu regras mais rígidas, responsabilizando as empresas de pagamento; Mastercard afirma que o caso do Will não se enquadra, já que o Will foi liquidado em janeiro.
A Mastercard está buscando dividir com as maquininhas parte do prejuízo decorrente da quebra do Banco Will Bank, mobiliar a conta com ajuda de empresas de pagamento. A fintech, que operava com a bandeira de cartões do Will, foi liquidada, gerando impactos para credenciadoras e emissores.
De acordo com pessoas familiarizadas com o tema e documentos avaliados pela Bloomberg News, a companhia tem pedido que algumas das maiores empresas de pagamento do Brasil contribuam para cobrir os valores devidos. A Mastercard já havia reembolsado as credenciadoras por cerca de metade do montante envolvido, referente a pagamentos processados pelos clientes do Will antes da liquidação.
Agora, a Mastercard propõe que os recursos pagos pelos clientes do Will sejam usados para reembolsar as credenciadoras antes de repassar créditos às próprias adquirentes. Uma minuta de contrato foi enviada nesta semana a diferentes grupos de adquirentes, incluindo redes controladas por bancos, como Rede e Cielo, além de maquininhas independentes como Stone e PagSeguro.
Contexto regulatório
O movimento ocorre em meio a novas regras do Banco Central que ampliam a responsabilidade das bandeiras na garantia de transações, exigindo que as empresas assegurem o pagamento mesmo com uso de recursos próprios, se necessário. A prática envolve cobrir faturas em aberto durante a liquidação.
A Mastercard sustenta que o caso Will Bank não deveria seguir integralmente as novas regras, pois o banco foi liquidado em janeiro e as definições regulatórias entraram em vigor apenas até maio. A empresa afirma ter utilizado recursos próprios para quitar os 30 primeiros dias de faturas após a liquidação, conforme o regime vigente.
Participantes e posicionamentos
A Cielo declarou que as adquirentes não são responsáveis pelas garantias das operações de pagamento e que não podem escolher emissores integrantes do arranjo. Representantes da Mastercard não comentaram, assim como os de Stone e Rede. A PagSeguro informou que não se pronunciará, remetendo à Abranet, que não respondeu.
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