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Mercado do cimento: demanda e preços em evolução

Indústria cementera espanhola aponta enfriamento da construção, com queda de consumo de cimento por quatro meses e projeção de nova queda em 2025

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  • Cementos Molins vai submeter à aprovação da junta geral a admissão de negociação na Bolsa de Madrid.
  • A patronal cementera Oficemen designa Elena Guede como nova diretora, substituindo Aniceto Zaragoza após vinte anos no cargo.
  • Cementos Portland vende participação na Keystone Cement por 105 milhões, com fechamento esperado no segundo semestre e uma maior de 55 milhões.
  • Molins adquire a portuguesa Secil por 1,4 bilhões de euros, financiando com caixa, crédito sindical e emissão de bonds.
  • O setor de cimento enfrenta pressão de custos elétricos e de descarbonização, com consumo previsto de 3% em 2024 e alta de 5% em 2025, ainda distante da meta de 20 milhões de toneladas.

La cementera Cementos Molins apresentará à sua junta geral o pedido de admissão à negociação na Bolsa de Madrid, marcando a intenção de abrir seu capital no principal mercado espanhol. A operação visa ampliar liquidez e financiar estratégias de crescimento.

A notícia envolve ainda a lista de mudanças no setor: Elena Guede assume a direção da patronal Oficemen, tornando-se a primeira mulher a liderar uma planta, substituindo Aniceto Zaragoza após 20 anos à frente da entidade.

Enquanto isso, Cementos Portland vendeu sua participação no Keystone Cement por 105 milhões de euros, com a conclusão da operação prevista para o segundo semestre, gerando uma valorização de cerca de 55 milhões.

Em outra ponta, a portuguesa Secil foi adquirida pela Molins por 1,4 bilhão de euros. A empresa compradora informou que o financiamento combinará caixa disponível, crédito sindicado e emissão de bônus.

O setor aponta uma conjuntura de alto custo elétrico e de descarbonização como desafio comum. A demanda de cimento registrou alta modesta, com crescimento de 3% em 2024 e expectativa de +5% em 2025, ainda aquém da meta local de 20 milhões de toneladas.

No âmbito corporativo, a FCC divulgou que nomeará Esther Alcocer como presidente e anunciou dividendos de 283,5 milhões, além de colocar à venda parte de seus negócios, incluindo cimento e ativos imobiliários.

A empresa também planeja escindir a divisão imobiliária e a cementera, com avaliação de 1,596 bilhão de euros, por meio de listing da subsidiária Inmocemento, que já envolve ativos como FCYC e Cementos Portland Valderrivas.

No fronto financeiro, Cementos Molins reportou lucro líquido de 52 milhões até março, ante o mesmo período do ano anterior, impulso por menores custos financeiros e melhoria operacional em outras regiões.

Da mesma forma, a indústria observa que a queda na construção residencial freia outros setores ligados ao cimento, como logística imobiliária e azulejos, afetando as vendas.

A demanda global de cimento caminha para níveis pré-pandemia, com junho registrando o melhor desempenho desde 2011, e o semestre apresentando aumento de 17,3% frente a 2020, ainda que ligeiramente abaixo de 2019.

Perfil regulatório também figura na pauta: a CNMC enfrenta entraves envolvendo decisões judiciais e tributações, enquanto a UE revisa impactos do mecanismo de Carbon Border Adjustment, com efeito indireto sobre construção e indústria química.

Em Barcelona, a PreZero investe 20 milhões para alimentar fornos de cementarias de Cemex com resíduos industriais, reforçando iniciativas de sustentabilidade e redução de emissões.

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