- Milei anunciou redução de retenções sobre trigo e cevada de 7,5% para 5,5%, a partir de junho de 2026, e redução da soja a partir de janeiro de 2027, conforme arrecadação.
- A queda na soja ocorrerá de forma gradual, entre um quarto de ponto e meio ponto por mês, até 2028.
- Também haverá redução das retenções para a indústria automotiva, petroquímica e maquinário.
- O anúncio foi feito em discurso em Buenos Aires, um dia após o Indec divulgar recorde de exportações de US$ 8,91 bilhões em abril e crescimento de 5,5% da atividade econômica em março.
- Milei afirma buscar redução do gasto público para devolver recursos aos cidadãos e manter equilíbrio fiscal, estimulando o mercado.
O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta quinta-feira, 21 de maio, a redução de impostos sobre as exportações de trigo e cevada a partir de junho de 2026 e sobre a soja a partir de janeiro de 2027, durante encontro com empresários rurais em Buenos Aires. A medida visa estimular a atividade do setor agropecuário, que representou mais de 60% das exportações em 2025, segundo o Indec.
Para o trigo e a cevada, o governo reduziu as retenções de 7,5% para 5,5% a partir de junho de 2026. Já no caso da soja, a redução ocorrerá de forma gradual, entre 0,25 e 0,5 ponto percentual por mês, até 2028, conforme a arrecadação permitir. A continuidade dessas reduções depende da manutenção da gestão do governo.
Além disso, Milei informou cortes de retenção para a indústria automotiva, petroquímica e de maquinário. O anúncio ocorre após o Indec revelar recorde histórico de exportações em abril, de US$ 8,91 bilhões, e crescimento econômico de 5,5% na comparação anual em março.
Impactos e contexto
O presidente destacou que as medidas fazem parte de um pacote para reduzir o tamanho do gasto público e devolver recursos aos cidadãos, com foco no equilíbrio fiscal. A guerra de posições com o ajuste fiscal tem marcado os primeiros anos de governo desde dezembro de 2023.
O Indec informou ainda que a atividade econômica cresceu 5,5% em março frente ao mesmo mês de 2025. O governo diz buscar continuar reduzindo o peso fiscal sobre setores chave para estimular a produção e as exportações.
Desdobramentos esperados
Analistas apontam que as reduções podem favorecer a competitividade das exportações argentinas, principalmente no trigo, cevada e soja. Expectativas colocam o impacto direto na balança comercial, além de influenciar preços de insumos e renda do produtor rural.
O governo tem adotado políticas para manter o superávit fiscal, mantendo foco em cortes de gasto público. Milei reforçou que a estratégia visa que o mercado cresça à medida que o Estado diminui, sem abrir mão da responsabilidade fiscal.
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