- O barril Brent atingiu US$ 106,36, alta de 3,68%, às 5h30, enquanto o contrato de julho operava em US$ 103,51 às 9h50; o WTI ficou em US$ 96,55, alta de 0,23%.
- A alta do petróleo acompanha a expectativa de negociações entre Irã e Estados Unidos, com reunião envolvendo o chanceler iraniano e o ministro paquistanês mediando o diálogo.
- Persistem atritos sobre o estreito de Hormuz e o programa nuclear do Irã, pontos ainda em aberto entre as partes.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que houve “bons sinais” nas conversas, mas alertou que não haveria acordo se Teerã impor pedágio em Hormuz.
- Há relatos de que Oman e Irã discutem um sistema de cobrança diferente para navios no estreito, com a possível divisão de receitas, conforme informações veiculadas pela mídia e fontes próximas.
O preço do petróleo opera em alta nesta sexta-feira 22, diante da expectativa de um encontro entre o ministro de Relações Exteriores do Irã e o ministro do Interior do Paquistão, que mediaria negociações sobre a paz no Oriente Médio. O Brent chegou a US$ 106,36, alta de 3,68% às 5h30, após ficar em US$ 104 no começo da sessão.
Às 9h50, o contrato de julho do Brent era negociado a US$ 103,51, com valorização de 0,90%. O WTI, referência nos EUA, estava em US$ 96,55, alta de 0,23%. Barril mais caro aproxima-se de suportes e pressões por volta de Hormuz, que influencia o fluxo de petróleo.
O dia acompanha o desenvolvimento das negociações entre Irã e EUA pela mediação do Paquistão, após reunião entre o chanceler iraniano Abbas Araqchi e o mediador paquistanês Syed Mohsin Naqvi. Pontos de atrito permanecem, como o estreito de Hormuz e o programa nuclear iraniano.
A tensão envolve o estreito de Hormuz, passagem de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. A possibilidade de cobrança de pedágio ou novas taxas tem sido debatida por Teerã e Omã, segundo informações veiculadas pela imprensa regional.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, mencionou sinais positivos nas conversas, mas alertou que uma solução depende de evitarem cobranças no estreito. A discussão sobre o pagamento pelo uso de Hormuz envolve Omã, aliado dos EUA, e o Irã.
Analistas ressaltam que o cenário permanece volátil. Conforme a imprensa, o Irã criou um mecanismo para trafegar com taxas de serviços em vez de cobrança pela passagem, com proposta de divisão de receitas com Omã, o que pode influenciar negociações.
Investidores seguem descrentes quanto a um acordo nos próximos dias, o que sustenta a escalada recente dos preços. Um analista afirmou que o mercado não está próximo de uma resolução entre EUA e Irã, mesmo com avanços pontuais.
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