- A produção industrial do Brasil caiu de 53,7 para 46,7 pontos em abril, o pior desempenho para o mês desde 2023, segundo a Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria.
- O indicador de emprego do setor recuou de 49,1 para 48,7 pontos entre março e abril, atingindo o menor nível dos últimos três anos.
- A Utilização da Capacidade Instalada caiu para 68%, e o estoque efetivo-planejado caiu de 49,5 para 48,9 pontos.
- Apesar da piora em abril, as expectativas seguem positivas: o índice de compra de insumos subiu para 52,6 pontos e o de trabalhadores, para 50,4 pontos.
- A previsão de demanda, de exportações e de produção ficou acima de 50 pontos, com exportações em 51,2 e demanda em 53,4 pontos.
A produção industrial brasileira teve queda em abril, abrindo o mês com 46,7 pontos frente a 53,7 pontos em março, segundo a Sondagem Industrial da CNI. O resultado representa o pior desempenho para o mês desde 2023 e evidencia uma perda de fôlego na atividade. A leitura refletiu pressões de juros elevados e aumento de custos.
O sinal de arrefecimento também apareceu no nível de empregos do setor, que caiu de 49,1 para 48,7 pontos entre março e abril, marcando o patamar mais baixo dos últimos três anos. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou a 68%, abaixo do patamar de 69% registrado no ano anterior. O índice de estoque efetivo-planejado caiu novamente, de 49,5 para 48,9 pontos.
Desempenho setorial e estoques
Com a produção menor, a indústria registrou menor demanda pelo parque industrial. O recuo também impactou o estoque efetivo planejado, que segue abaixo do desejado pelas empresas, sinalizando necessidade de ajuste de cartas de estoque.
Expectativas e perspectivas
Apesar da queda em abril, as expectativas do setor permanecem no campo positivo. O indicador de compra de insumos subiu para 52,6 pontos, e o de número de empregados avançou para 50,4 pontos. As previsões de exportação também subiram, situando-se em 51,2 pontos, enquanto a demanda por produtos industriais recuou para 53,4 pontos. Os empresários, portanto, projetam manutenção de alta da demanda, compras de insumos, mão de obra e exportações.
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