- Produção industrial caiu em abril, o índice caiu de 53,7 para 46,7 pontos, o menor para o mês desde 2023.
- O índice de evolução do número de empregados caiu de 49,1 para 48,7 pontos, o patamar mais baixo em três anos.
- A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu para 68% em abril, ante 69% em abril do ano passado.
- Em maio, indicadores de expectativa apontaram perspectivas positivas: compra de insumos chegou a 52,6 pontos; número de empregados, 50,4; quantidade exportada, 51,2; demanda por produtos industriais, 53,4.
- A intenção de investimento subiu para 54,8 pontos, interrompendo quatro quedas consecutivas; pesquisa ouviu 1.366 empresas entre 4 e 13 de maio de 2026.
A produção industrial caiu em abril, atingindo o menor patamar desde 2023, segundo a Sondagem Industrial da CNI. O índice de evolução da produção ficou em 46,7 pontos, 7 pontos a menos que março (53,7). A piora foi atribuída a juros altos e aumento de custos.
O indicativo também mostra que o emprego no setor recuou. O índice de evolução do número de empregados caiu de 49,1 pontos em março para 48,7 pontos em abril, atingindo o nível mais baixo dos últimos três anos.
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu para 68% em abril, frente a 69% em abril do ano passado. A leitura indica menor demanda por capacidade no mês.
Desempenho da produção e do emprego
Apesar da queda, o patamar acima de 50 pontos em alguns indicadores de expectativa sinaliza perspectivas positivas para o curto prazo. Em maio, houve aumento modesto na expectativa de compra de insumos (52,6) e de número de empregados (50,4).
A expectativa de demanda por produtos industriais recuou levemente, para 53,4 pontos, mas permanece acima da linha de 50 pontos. Já a intenção de investimento subiu 1,1 ponto, para 54,8, interrompendo uma sequência de quedas.
Expectativas, investimentos e método
Entre 4 e 13 de maio de 2026, a CNI consultou 1.366 empresas (576 pequenas, 465 médias e 325 grandes). Os dados destacam que empresários permanecem otimistas com a demanda e as exportações, mesmo com o recuo produtivo em abril.
O documento aponta que o resultado de abril se alinha a padrões sazonais, mas registrou queda mais acentuada, refletindo um ritmo de atividade mais fraco. A intensidade do impacto ainda depende de fatores macroeconômicos e custos operacionais.
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