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Renan Calheiros apresenta projeto para FGC cobrir rombo do Master em fundos de previdência

Senador Renan Calheiros propõe ampliar a proteção do FGC para RPPS e previdência complementar do DF, estados e municípios no Banco Master, envolvendo 1,8 bilhão em papéis

Senador afirma que a iniciativa busca resguardar instituições previdenciárias que teriam cometido o 'equívoco' de aplicar parte de seus recursos no banco
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  • O senador Renan Calheiros apresentou um projeto para ampliar a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a depósitos de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e de previdência complementar do Distrito Federal, estados e municípios no Banco Master.
  • A ideia é incluir, na Lei 9.710/1998, cobertura integral aos depósitos no conglomerado do Banco Master.
  • 18 fundos de pensão de servidores investiram, somando cerca de R$ 1,8 bilhão, em letras financeiras emitidas pelo Master, que não são cobertas pelo FGC.
  • A maior exposição é do Rioprevidência, com aproximadamente R$ 1 bilhão investidos entre 2023 e 2024; Amprev aparece com cerca de R$ 400 milhões.
  • O projeto já foi apresentado à Mesa Diretora do Senado; cabe ao presidente da Casa encaminhar às comissões, ainda sem data definida.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou um projeto que amplia a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para depósitos de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e de previdência complementar do Distrito Federal, estados e municípios no Banco Master. A proposta busca cobrir integralmente esses depósitos no conglomerado do banco.

Segundo o texto, a modificação na Lei 9.710/1998 criaria um artigo específico que assegura cobertura total a qualquer título nesses regimes, no caso do Master. O objetivo é resguardar as instituições previdenciárias diante do risco de perdas associadas a esse banco.

A medida surge após informações de que 18 fundos de pensão de servidores investiram, juntos, cerca de 1,8 bilhão de reais em letras financeiras do Master. A operação é alvo de controvérsia pela relação do banco com fraudes financeiras investigadas.

Conforme apurado, a maior exposição fica com o Rioprevidência, do Rio de Janeiro, que aplicou aproximadamente 1 bilhão de reais nesses papéis entre 2023 e 2024, com vencimentos em 2033 e 2034.

Investimentos em risco

A segunda maior participação é do Amprev, do Amapá, com 400 milhões de reais em letras do Master. O fundo também destinou 250 milhões de reais a títulos do BRB, operação considerada irregular, pois bancos públicos costumam ter restrições para esse tipo de investimento.

Após a apresentação, o texto seguirá para despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, às comissões. Ainda não há data definida para a análise.

Contexto institucional

A proposta não prevê imunidade a responsabilização de gestores públicos em casos de dolo ou má-fé, conforme o texto apresentado. Em caso de irregularidades, a investigação e a responsabilização ainda podem ocorrer.

As informações sobre os desdobramentos são acompanhadas pelos veículos que apuram o caso, com base em dados oficiais e fontes públicas. A matéria não divulga contatos de portais ou fontes não oficiais.

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