- A Senior lançou o Sara Studio, ferramenta para empresas criarem agentes de IA sem precisar programar, apresentada no Senior Experience em São Paulo para mais de dois mil participantes.
- O objetivo é reduzir cliques e tarefas repetidas em sistemas de gestão, com IA conduzindo partes dos processos, como admissão de funcionários, usando OCR para reconhecer documentos.
- A companhia atende mais de quinze mil grupos empresariais e gerencia mais de cinquenta mil CNPJs; em 2025 teve faturamento de R$ 1,17 bilhão, alta de quase vinte por cento.
- Foi anunciado o MCP, um padrão chamado Model Context Protocol, para conectar modelos de IA às soluções da empresa com contexto e segurança.
- Para 2026, a Senior relata início de ano acelerado, mas mantém cautela frente a juros, endividamento e fatores macroeconômicos, mantendo atuação em aquisições centrada em produto e base de clientes.
A Senior, empresa de Blumenau (SC) conhecida por seus sistemas de gestão, lançou o Sara Studio, ferramenta que permite às empresas criarem seus próprios agentes de IA para automatizar tarefas diárias. O anúncio ocorreu durante o Senior Experience, em São Paulo, na presença de mais de 2.000 pessoas, em 21 de maio.
O Sara Studio amplia a linha Sara, sigla de Senior Agent Recommendation & Analysis, que já conta com centenas de agentes no ecossistema da empresa e mais de 50 disponíveis em suas soluções. A novidade facilita a criação de assistentes sem necessidade de programação.
Além da criação de agentes, a ferramenta permite fazer perguntas em linguagem comum dentro do sistema, sem abrir ferramentas de BI. Por exemplo, é possível gerar gráficos de vendas por vendedor, região e produto, com a IA cruzando dados e produzindo a visão correspondente.
A companhia também apresentou o MCP, Model Context Protocol, uma camada que conecta modelos de IA às soluções da Senior com contexto e segurança. O padrão ajuda os sistemas a entender melhor os dados de cada cliente antes de agir ou responder.
Para o executivo-chefe Carlênio Castello Branco, a mudança central é reduzir cliques e tarefas repetitivas, com a IA assumindo etapas do processo. Ele citou a admissão de funcionários como exemplo de automação de dados, documentos e validações.
A Senior atua em áreas como gestão de pessoas, finanças, logística, agronegócio, construção e fiscal. A empresa atende mais de 14.500 grupos empresariais e gerencia mais de 50 mil CNPJs.
No Senior Experience, além do Sara Studio, foram apresentadas novidades para agronegócio, gestão de pessoas, tributação e logística. Também houve espaço para conteúdos sobre uso de IA na gestão empresarial e produtividade.
No agronegócio, foi lançada a Originação X, plataforma para classificação e gestão de grãos, com uso de reconhecimento de imagem e OCR para reduzir etapas manuais. Em recrutamento, surgiu o Talent Sourcing, que identifica talentos internamente.
Na área tributária, a Senior mostrou uma plataforma com simuladores de CBS e IBS, além de ferramentas de análise fiscal e regras. Em logística, foram apresentados avanços para TMS e WMS, incluindo integração com RFID.
A empresa informou que, desde 2015, realizou mais de 30 aquisições. Uma operação recente foi a compra da Cigam, por 162,5 milhões de reais, ampliando a presença em setores industriais, varejo e serviços.
No âmbito financeiro, a parceria com o BTG Pactual resultou na criação de uma sociedade de crédito direto, conectando produtos financeiros aos sistemas de gestão. Em 2025, a empresa registrou faturamento de 1,17 bilhão de reais, com alta de 19,9% em relação ao ano anterior.
A empresa, fundada em 1988 em Blumenau, cresceu por meio de aquisições e expansão internacional. Hoje conta com 15 filiais, cerca de 3.800 colaboradores e 180 canais de distribuição, com atuação no Brasil e exterior.
Para 2026, a direção aponta um primeiro trimestre forte, porém mantém cautela diante de juros elevados, endividamento e cenários como Copa do Mundo e eleições. A empresa ressalta que o aperfeiçoamento de produtos é contínuo.
A gestão de pessoas figura entre as prioridades. Castello Branco diz que as empresas precisam treinar funcionários para funções emergentes, como governança de IA, além de valorizar o potencial de aprendizado na contratação.
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