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Alemanha busca assegurar posição na nova corrida espacial

Alemanha mira ampliar participação na economia espacial bilionária, buscando apoio público para competir com EUA e Ásia

Especialistas preveem que a economia espacial vá movimentar 3 trilhões de euros até 2040; aplicações espaciais de uso civil e militar tornaram-se indispensáveis
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  • A Alemanha quer manter seu espaço na nova corrida espacial, visando faturamento bilionário com satélites, aplicações espaciais e serviços derivados.
  • O mercado global da economia espacial movimenta cerca de 600 bilhões de dólares, com previsão de chegar a dois trilhões de euros até 2040.
  • Ao todo, 150 bilhões de dólares vão para upstream (foguetes, lançadores, infraestrutura) e 450 bilhões para downstream (dados, navegação, observação).
  • Empresas alemãs já atuam no setor, com players como Isar Aerospace, Rocket Factory Augsburg, HyImpulse Technologies, OHB e startups dedicadas a satélites, cápsulas reutilizáveis e monitoramento ambiental.
  • Governo e setor privado discutem maior investimento público, já que a Alemanha enfrenta orçamento apertado; especialistas afirmam que é necessário para manter participação europeia e competir com EUA e Ásia.

A Alemanha busca manter posição de destaque na nova corrida espacial, impulsionada por uma indústria que já se tornou essencial no cotidiano e no setor militar. Milhares de empresas, de startups a grandes integradores, desenvolvem satélites e aplicações espaciais.

O mercado da economia espacial movimenta cerca de 600 bilhões de dólares, segundo estudo da Roland Berger e da BDI. Espera-se que alcance até 2 trilhões de euros até 2040, superando quatro vezes o orçamento alemão de 2025.

Ciente do potencial, o setor foca em oferecer serviços de dados derivados do espaço, como navegação, observação da Terra e comunicações. Hoje, três quartos das empresas atendem clientes da economia tradicional com dados espaciais.

Espaço vira negócio e demanda apoio público

A mudança de modelo começou na virada do milênio, quando governos passaram a remunerar privados por lançamentos e serviços. SpaceX e Blue Origin surgiram nesse contexto, e foguetes reutilizáveis reduziram custos.

Para o setor, serviços de comunicação, localização e observação da Terra são pilares que devem crescer, segundo especialistas. O espaço é visto como base para infraestruturas críticas e inovação tecnológica.

Na Alemanha, três empresas trabalham com foguetes lançadores. Isar Aerospace lidera expectativas, com Rocket Factory Augsburg e HyImpulse Technologies em fases de teste. Satélites também aparecem via várias companhias nacionais.

Outras empresas nacionais fabricam satélites e componentes. OHB atua em sistemas completos, The Exploration Company trabalha com cápsulas reutilizáveis, e OroraTech monitora incêndios florestais a partir do espaço. ConstellR e LiveEO oferecem soluções de monitoramento de padrões térmicos e redes de infraestrutura.

Investimento e demanda por apoio governamental

O BDI e a BDLI defendem maior investimento público em espaço para acelerar o setor, diante de recursos limitados da economia alemã. Mesmo com custos elevados, a aposta é que a exploração espacial gera retorno tecnológico e estratégico.

Dados de mercado indicam que, até 2028, a Alemanha deverá investir 5,4 bilhões de euros na ESA, além de 35 bilhões em capacidades espaciais militares nos próximos cinco anos. Ainda assim, a participação europeia no setor exige maior aporte privado.

A Roland Berger aponta que manter o peso europeu até 2040 exigiria mais 237 bilhões de euros no setor. Se a Europa alcançar 25% de participação, a Alemanha precisaria elevar investimentos de 4 para 10 bilhões de euros anuais até lá.

Segundo a consultoria, não basta aumentar gastos: é preciso transformar inovações em negócios, com menos burocracia, reformas estruturais e contratos públicos mais ousados. A Alemanha, dizem especialistas, tem potencial tecnológico para competir com os EUA.

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