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Brasil pode ser exportador de dados, afirma vice da Scala Data Centers

Vice-presidente da Scala Data Centers afirma que o Brasil pode processar dados internamente e exportar serviços de infraestrutura digital, reduzindo dependência externa

O vice-presidente sênior da Scala Data Centers, Luciano Fialho, concedeu entrevista ao Poder360
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  • O vice-presidente sênior da Scala Data Centers, Luciano Fialho, afirma que o Brasil pode ser autossuficiente no processamento de dados e exportar serviços de infraestrutura digital.
  • Atualmente, mais da metade dos dados consumidos no Brasil é processada no exterior, mas o setor acredita que o país tem condições de reverter esse cenário.
  • Segundo Fialho, há infraestrutura nacional suficiente para processar dados de brasileiros e de estrangeiros, aumentando a exportação de serviços.
  • O setor observa avanços para atrair investimentos, como o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, conhecido como Redata, que incentiva a instalação e expansão de data centers.
  • Dados do mercado indicam que o Brasil terminou 2025 com quase oito bilhões de reais de déficit na importação de serviços de processamento, enquanto gigantes de tecnologia já operam em data centers do país e projetos de expansão aguardam aprovação no Congresso.

O Brasil pode se tornar independente no processamento de dados e ainda exportar serviços de infraestrutura digital. A afirmação é do vice-presidente sênior da Scala Data Centers, Luciano Fialho, em entrevista ao Poder360.

Mais da metade dos dados consumidos pelos brasileiros são processados fora do país. Fialho diz que o mercado nacional tem capacidade para processar esse volume e manter dados locais para uso interno e externo.

Segundo ele, há espaço para processar dados de brasileiros e de estrangeiros no Brasil, reduzindo a dependência de territórios externos. O objetivo é transformar o Brasil em exportador de serviços de infraestrutura digital.

A empresa opera 13 data centers no país, com 11 já construídos, segundo a Scala. Os clientes incluem gigantes de tecnologia que utilizam a infraestrutura para seus serviços na região.

O executivo aponta que os dados produzidos pelas empresas que ocupam os data centers são majoritariamente destinados ao Brasil ou à América Latina. Os clientes citam cloud providers como usuários principais.

Potencial de independência e políticas públicas

O setor acompanha lançamentos de políticas públicas como o Redata, que oferece incentivos fiscais para instalação e expansão de data centers no Brasil. Empresas internacionais atuam com interesse nesse regime.

Fialho destaca que o avanço do mercado, aliado a vantagens competitivas do Brasil, pode tornar o país mais atrativo que vizinhos para investimentos em infraestrutura digital. O objetivo é soberania de dados.

Especialistas apontam que o Brasil tem matriz energética diversificada e infraestrutura elétrica robusta. A proximidade com cabos submarinos de fibra óptica também é citada como vantagem.

Relatórios indicam alto volume de investimentos no setor. Estima-se que até 2029 o mercado de infraestrutura digital alcance US$ 7 trilhões globalmente, segundo McKinsey. Em 2026, a projeção é de US$ 650 bilhões.

Desde 2020, a Scala High investiu mais de R$ 12 bilhões no setor. A empresa afirma que o Brasil reúne condições para atrair grandes players de tecnologia sem depender de importação de serviços de processamento.

Assista à entrevista completa de Luciano Fialho ao Poder360. O material dura 26 minutos e 45 segundos.

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