- Flávio Rocha, dono da Riachuelo, diz que fim da escala 6×1 pode elevar a inflação e pressionar preços; projeção geral da companhia é de cerca de 13%.
- No varejo, o custo com mão de obra pode subir entre 18% e 20%, o que pode exigir repasse de custos aos preços ou levar à redução de empregos.
- Pequenas e médias empresas seriam as mais afetadas, com risco de impacto relevante na geração de empregos no país.
- A discussão envolve a criação de uma regra geral para jornadas, levantando a possibilidade de manter a prática 5×2 já adotada por parte das empresas, com limitações para setores que precisam de mais dias de funcionamento.
- O relatório da PEC será apresentado pelo deputado Léo Prates na segunda-feira (25); votação na Comissão Especial ocorre na terça (26) e no plenário na quarta (27).
O empresário Flávio Rocha, herdeiro do Grupo Guararapes e dono da Riachuelo, afirmou neste sábado, 23, em Guarujá, SP, que o fim da escala 6×1 pode elevar a inflação e pressionar os preços. A estimativa aponta impacto médio de 13% para a economia.
No varejo, Rocha disse que o custo deve subir entre 18% e 20%, devido à dependência de mão de obra. Segundo ele, esse aumento precisaria ser repassado aos preços para manter margens, ou haveria redução de vagas.
A fala ocorre durante debate no Fórum Brasil 2026 e ressalta que pequenas e médias empresas seriam as mais afetadas, com possível cortes de empregos conforme a mudança na escala de trabalho. O tema, considerado sensível neste ano eleitoral, divide opiniões.
O debate sobre horas de trabalho envolve a PEC, cuja proposta está a cargo do deputado Léo Prates (Republicanos-BA). A apresentação da versão final é esperada para segunda-feira, 25, com votação prevista na Câmara nos dias 26 (parecer) e 27 (plenário).
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