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Livraria bem organizada e com caixa em crescimento, diz CEO da Leitura

CEO da Leitura afirma que o fechamento da Saraiva abriu espaço para expansão; rede soma 133 lojas e projeta novas unidades até 2027

Marcus Teles, CEO da rede de livrarias Leitura, em frente a uma das lojas da rede
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  • Marcus Teles, presidente da Livraria Leitura, comanda a maior rede do setor em lojas físicas, somando 133 unidades ao final de 2025, com planos de abertura de mais dez até janeiro de 2027.
  • A expansão é associada ao fechamento de rivais como a Saraiva, visto pelo executivo como oportunidade de crescimento para outras redes.
  • Em 2025, a Leitura vendeu cerca de 14 milhões de livros, quase um milhão de coloridos; livros representam sessenta e dois a sessenta e três por cento do faturamento.
  • Papelaria responde por cerca de trinta por cento; outros itens somam oito por cento, incluindo jogos de tabuleiro e presentes.
  • A empresa premia gerentes que viram sócios ao abrirem lojas em regiões prioritárias; cada oito ou nove lojas abertas tende a ter uma unidade que fecha em até dois anos.

Marcus Teles, CEO da Leitura, afirma que a rede, maior no varejo de livrarias físicas, cresceu e tem 133 lojas ao fim de 2025, com planos de abrir mais dez até janeiro de 2027. Ele cita a Saraiva como exemplo de mercado que abriu espaço para expansão. A empresa não divulga faturamento, mas registra venda expressiva de livros.

O fundador da Leitura foi Emidio, irmão mais velho, em 1967. Marcus ingressou na empresa em 1979, como office boy aos 13 anos. Subiu posições e tornou-se CEO em 2005, levando a rede a consolidar-se como líder do setor no Brasil.

Mesmo diante de quedas históricas do setor, o empresário sustenta que o varejo de livrarias vive recuperação. Entre 2013 e 2023 houve queda de quase 20% nas vendas de livros; em 2025 houve leve alta, com ajuste para itens de colorir.

Expansão, desempenho e modelo de gestão

A Leitura passa por expansão seletiva: não há meta fixa de número de lojas, mas a rede busca cidades com potencial. Em oito ou nove unidades, uma pode não dar certo, sendo fechada em até dois anos. O planejamento foca rentabilidade por loja.

Marcus diz que, em 2025, a Leitura vendeu cerca de 14 milhões de livros, quase 1 milhão de itens de colorir. Papelaria responde por cerca de 30% do faturamento, e itens de uso escolar completam o restante. Em outros segmentos, jogos representam 8%.

A estratégia de gestão privilegia incentivo a gerentes que apresentam bom desempenho econômico. Os profissionais mais bem avaliados podem tornar-se sócios de novas unidades em regiões prioritárias, mantendo a carteira de lojas lucrativas.

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