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Mercadante: próximo escândalo será com fundos de investimento

Mercadante aponta fundos de investimento como próximo alvo de escândalo após Banco Master, alertando risco sistêmico e a necessidade de autonomia de BC e CVM

Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
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  • Aloizio Mercadante classifica o caso do Banco Master como o maior crime financeiro da história do Brasil e aponta responsabilidade à gestão anterior do Banco Central, citando Ilan Goldfajn; a liquidação foi realizada pelo BC.
  • O ex-diretor de supervisão classifica como omissão e conivência ações no sistema financeiro, afirmando que houve autorização do que ocorreu pela direção anterior, não pela gestão atual.
  • O Sistema financeiro terá que cobrir sessenta e dois bilhões de reais com recursos do Fundo Garantidor de Crédito, sendo os maiores aportes de Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
  • Mercadante defende maior autonomia para o Banco Central e para a Comissão de Valores Mobiliários, sugerindo reestruturação institucional para coibir crimes financeiros com mais rapidez.
  • André Esteves ressalta falhas de controle e afirma que não houve erro do BTG ao demonstrar interesse pela Master; ameaça de mercado paralelo e necessidade de combate ao crime organizado no setor financeiro.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, sugeriu que o caso envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central, representa o maior crime financeiro da história do Brasil. Ele atribuiu a responsabilidade à gestão anterior do BC, liderada por Roberto Campos Neto, e defendeu maior autonomia para o BC e para a CVM.

Durante o Fórum Esfera Brasil, no Guarujá, Mercadante criticou a liquidação prevista pela atual gestão do BC, liderada por Ilan Goldfajn entre 2016 e 2019, e disse que houve omissão e conivência em determinado momento. O ex-governante do BC foi citado como responsável por não ter autorizado o ingresso de Vorcaro como banqueiro relevante.

Contexto

Mercadante explicou que parte da responsabilidade recai sobre o sistema financeiro, com impacto potencial de 52 bilhões de reais cobertos pelo FGC. Segundo ele, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa participam de parcelas desse total, o que exigiria ações de política monetária para reduzir impactos.

O presidente do BNDES enfatizou a necessidade de mudanças na supervisão de fintechs, apontando risco de lavagem de dinheiro ao operar abaixo de supervisão direta do BC. Ele alertou para a possibilidade de uma nova crise não precificada nos fundos de investimento, destacando a falta de controle e a criação de estruturas com valor inexistente.

Mercadante defendeu uma reestruturação institucional do BC e da CVM, com mais autonomia para atuação rápida e eficiente. Disse que o sistema financeiro precisa contribuir para reduzir os impactos, sob pena de arcar com custos elevados.

Já André Esteves, do BTG Pactual, afirmou que não houve falha do banco ao demonstrar interesse pela aquisição do Banco Master. Ele reconheceu problemas de controle no setor e pediu maior clareza para evitar que atividades criminosas ganhem espaço no mercado financeiro.

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