- Pequenos negócios de Porto Alegre estão preocupados com o retorno do El Niño, que tende a intensificar as chuvas no inverno e na primavera.
- A livraria Taverna, no Centro de Cultura Mário Quintana, teme novas enchentes após ter ficado alagada em 2024, com prejuízos acima de R$ 200 mil.
- O Mercado Público, atingido pela enchente de 2024 com alagamento de 1,80 metro e perdas de cerca de R$ 30 milhões, ainda enfrenta recuperação em andamento.
- A rede 4Beer, com fábrica e bares no 4º Distrito, teve mais de 120 dias de paralisação em 2024, registrando queda de faturamento e buscando ampliar receita via franquias, inclusive fora do estado.
- A prefeitura afirma investir pesado em proteção contra cheias e drenagem desde 2024, apontando obras concluídas e aumento da capacidade de monitoramento para tornar a cidade mais resiliente.
A desaceleração de 2024 ainda reverbera em Porto Alegre. Três negócios locais relatam impactos de enchentes históricas e o temor de um novo El Niño que traria mais chuvas durante o inverno.
A Livraria Taverna, instalada no Centro de Cultura Mário Quintana, sofreu com a água até a cintura na enchente de 2024. O prejuízo passou de 200 mil reais, levando a perda de móveis e de centenas de títulos. A loja reabriu, mas segue preocupado com o cenário atual.
O Mercado Público, em pleno coração da cidade, também enfrentou a cheia de 2024. A água atingiu o prédio, provocou cerca de 30 milhões de reais em perdas e adiou parte da recuperação. Comerciantes continuam lidando com dívidas e queda de faturamento.
A empresa 4Beer, com fábrica e rede de bares no 4º Distrito, ficou 120 dias parada. Os prejuízos diretos superaram 2 milhões de reais e o faturamento caiu para 16 milhões em 2024, recuperando-se parcialmente em 2025. Preocupação com nova cheia persiste.
Mudanças e estratégias diante do El Niño
O Inmet confirmou o retorno do El Niño em abril. Previsões indicam alta probabilidade de formação, com impactos de chuva mais intensa no Sul brasileiro, especialmente na primavera. O inverno gaúcho tende a ficar mais úmido.
Para reduzir riscos, a Taverna planeja ampliar atividades online e híbridas, ajustando a agenda de eventos para manter receitas caso o espaço físico fique indisponível. A loja investiga medidas de contenção de impactos futuros.
No Mercado Público, a visão é de continuidade de obras públicas e maior proteção ao patrimônio. Investimentos em infraestrutura desde 2024 visam prevenir novas enchentes, com melhorias em diques, muro e drenagem, além de reforços no monitoramento.
A 4Beer avalia instalar comportas na matriz do 4º Distrito e ampliar presença fora do estado, com a primeira franquia fora do Rio Grande do Sul prevista para Vitória da Conquista (BA). O plano envolve diversificação de canais de venda.
Perspectivas para o curto prazo
A prefeitura afirma ter investido cerca de 2,3 bilhões de reais em proteção contra cheias e drenagem desde 2024. Medidas incluem reforço de diques, recuperação de estruturas e melhoria no fornecimento de energia às bombas de drenagem. A Defesa Civil reforçou equipes e monitora riscos.
O objetivo é tornar a cidade mais resiliente para eventos climáticos extremos. Pequenos negócios aguardam os desdobramentos das obras e as decisões de continuidade de atividades, diante da incerteza de um novo período de chuvas intensas.
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