- Empresas chinesas aceleram planos para novas usinas a carvão, mesmo com o governo querendo frear o ritmo de crescimento.
- No primeiro trimestre, as companhias solicitaram aprovação para cinquenta e um gigawatts de novas plantas.
- Em 2025, o ritmo foi recorde, com cento e sessenta e dois gigawatts de propostas no ano.
- A expansão ocorreu após períodos de shortage de energia em 2021 e 2022, com o carvão entrando como reserva estável.
- O governo vê o carvão como apoio confiável às fontes renováveis intermitentes.
Empresas chinesas aceleraram as propostas de novas usinas a carvão. No 1º trimestre, solicitaram aprovação para 51 gigawatts (GW) de capacidade. O volume mantém o ritmo recorde observado em 2025, quando foram apresentadas 162 GW no ano.
Dados da Global Energy Monitor mostram que o país amplia os planos de geração a carvão, mesmo com o governo sinalizando ações para frear o crescimento. A nova leva de pedido ocorre após interrupções no fornecimento de energia em 2021 e 2022, que destacaram o papel do carvão como respaldo às energias renováveis.
Contexto regulatório
As autoridades chinesas têm buscado controlar o ritmo de expansão do setor energético, mas o carvão continua considerado uma fonte estável para compensar a variabilidade das fontes limítrofes. Analistas observam que a discussão envolve equilíbrio entre segurança energética e metas de redução de emissões.
Perspectivas
O aumento de pedidos no início deste ano levanta dúvidas sobre o momentum da transição energética e sobre o cronograma de implementação das novas plantas. Autoridades e empresas mantém o foco na manutenção da estabilidade da rede, ao mesmo tempo em que avaliam impactos econômicos.
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