- Globalmente, 34% dos remetentes de dinheiro já foram vítimas de fraude cibernética, e 86% utilizam canais digitais para enviar remessas.
- Na América Latina, a digitalização aumenta a exposição a fraudes, ataques cibernéticos e falhas na proteção dos usuários, com quedas no uso de plataformas digitais por golpes: Argentina 17%, México 15%, Brasil e Colômbia 13%.
- A Chubb defende que as plataformas integrem proteção financeira ao fluxo da transação, indo além de melhorias técnicas para reduzir riscos de fraude, roubo e interrupção de transferências.
- O relatório aponta que 89% dos emissores no mundo têm interesse em seguros de proteção de renda, e 80% usariam uma plataforma com proteção contra roubo ou perda; no Brasil, 89% dos destinatários aceitariam esse tipo de proteção.
- Em 2025, as remessas na região somaram cerca de US$ 174,4 bilhões, com o México sendo o maior receptor (US$ 61,81 bilhões), seguido por Guatemala, Colômbia e Honduras.
A digitalização acelerou as remessas na América Latina, mas ampliou a exposição de usuários a fraudes, ataques cibernéticos e falhas na proteção. Um relatório da seguradora Chubb aponta que 34% dos remetentes no mundo já foram vítimas de fraude cibernética e 86% utilizam canais digitais para enviar dinheiro.
No Brasil, Argentina, México e Colômbia houve preocupação com golpes digitais: 13% dos respondentes em Brasil e Colômbia, 13% na Argentina, 15% no México reduziram o uso de plataformas digitais por esse motivo. O estudo foi realizado junto a 3.502 adultos pela Opinium Research.
Segundo a Chubb, apenas a melhoria técnica não basta; é preciso incorporar proteção financeira real no fluxo da transação. A executiva Mónica Triviño destaca que seguros devem acompanhar as remessas, não existir como produto separado.
Riscos e vulnerabilidades
A seguradora identifica três riscos críticos: fraudes no translado de recursos, interrupção do fluxo por falhas do emissor e ausência de mecanismos de recuperação após falha ou interceptação. O relatório é intitulado A armadilha da confiança nas remessas: revelando vulnerabilidades ocultas.
Mais de 90% dos trabalhadores migrantes e da economia de plataformas nos EUA e na Ásia-Pacífico consideram atraentes seguros contra acidentes, internação hospitalar e cibersegurança. Na América Latina, as remessas sustentam consumo, saúde e educação das famílias beneficiárias.
Perspectivas e oportunidades
No Brasil, 89% dos destinatários disseram que usariam uma plataforma com seguro contra roubo ou perda de remessas. A Chubb vê potencial para integração de seguros no fluxo da transação, ampliando alcance por meio do sistema bancário tradicional.
A autora do estudo afirma que a infraestrutura digital já existe; a chave é a integração com soluções de proteção. A região possui uma base de usuários acessíveis por parcerias com redes bancárias e serviços de remessa.
Cenário econômico da região
Em 2025, as remessas para a América Latina atingiram US$ 174,4 bilhões, ante US$ 162,7 bilhões de 2024, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O México recebeu US$ 61,81 bilhões, seguido por Guatemala, Colômbia e Honduras, em valores.
Apesar das políticas migratórias dos EUA, o fluxo regional de remessas manteve-se estável em 2025. A Chubb ressalta que proteger emissores e receptores fortalece toda a cadeia de remessas e a inclusão financeira.
Entre na conversa da comunidade