- Isak Andic fundou a Mango, abriu a primeira loja em 1984 em Barcelona e levou a marca a mais de 2.900 lojas em 120 países, mantendo a empresa como negócio familiar.
- Isak morreu em de dezembro de 2024, ao cair de um precipício durante um passeio pela montanha com o filho Jonathan.
- Jonathan Andic foi preso sob acusação de homicídio do pai; a Justiça aponta conflitos entre pai e filho ligados a questões financeiras, enquanto a defesa nega as irregularidades e busca arquivamento.
- A herança, avaliada em cerca de US$ 4,5 bilhões, envolve disputas entre os filhos e a viúva Estefanía Knuth, com propostas de acordo e divergências sobre possível doação a uma fundação.
- Em 2025, Mango teve recordes de venda e lucro; Jonathan pagou fiança de 1 milhão de euros para responder em liberdade, devendo se apresentar semanalmente e com o passaporte retido pela Justiça.
Isak Andic criou a Mango a partir de camisas bordadas importadas da Turquia. O negócio nasceu com poucas mercadorias vendidas na casa da família em Barcelona e evoluiu para uma das maiores redes de moda do mundo, com milhares de lojas e milhares de empregos.
A ideia começou quando um marinheiro de passagem ofereceu modelos turcos. Isak, aos 14 anos, viu no nicho a oportunidade de negócio, comprou as peças por poucos euros e as revendia com lucro. Assim nasceu o embrião da Mango.
A trajetória levou a expansão rápida: lojas próprias e um sistema de franquias que acelerou o crescimento. Em poucos anos, a Mango abriu uma loja após a outra, primeiro em Barcelona, depois no restante da Espanha, com presença internacional crescente.
A origem da Mango
Com investimento próprio e reinvestimento de lucros, a Mango ganhou escala. A empresa, ainda familiar, consolidou o modelo de fast fashion que se tornou referência na indústria têxtil mundial. Hoje, a marca atua em 120 mercados e emprega mais de 16 mil pessoas.
Manuel Andic acreditava na continuidade familiar, mas o controle passou pelo filho Isak, que presidiu a companhia por décadas. O aprendizado ocorreu durante uma expansão que uniu lojas próprias a franquias, mantendo o design e a identidade da marca.
A disputa legal envolvendo Jonathan Andic
Isak Andic morreu em 14 de dezembro de 2024, em um acidente durante passeio de montanha com o filho Jonathan, que ficou sob investigação por suposto homicídio. A polícia e a Justiça apuram informações sobre a relação entre pai e filho e possíveis motivações.
A juíza apontou divergências profundas entre pai e filho, citando previsões de herança, disputas financeiras e mudanças súbituas de comportamento de Jonathan. Ele nega as acusações e a defesa busca o arquivamento do caso.
Jonathan foi preso na terça-feira e libertado mediante fiança de 1 milhão de euros, devendo cumprir monitoramento e manter o passaporte retido. A empresa Mango, que registrou recordes de vendas em 2025, segue sob controle da família, com o atual CEO mantendo a gestão cotidiana.
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