- Milhares de pessoas protestaram neste domingo, em madri, contra a escassez de moradias e o aumento dos aluguéis; organizadores estimaram cerca de 100 mil participantes, enquanto o governo afirmou 23 mil.
- O grupo pediu intervenção urgente do governo e destacou a escalada dos preços como entrave de acesso ao mercado imobiliário.
- Unai Sordo, da diretoria da Comissões Operárias de Madri, afirmou que as medidas na área habitacional avançam devagar, com o problema da habitação ganhando ritmo mais rápido.
- O Sindicato dos Inquilinos de Madri recebeu apoio da União Geral de Trabalhadoras e Trabalhadores da Espanha (UGT) e de outras entidades sindicais e setoriais.
- Dados citados indicam que os aluguéis duplicaram nos últimos anos; o Banco da Espanha prevê déficit de setecentos mil moradias entre dois mil e vinte e um e dois mil e vinte e cinco.
Milhares de pessoas se reuniram neste domingo em Madri para protestar contra a escassez de moradias e o aumento dos aluguéis na Espanha. O lema da manifestação foi A moradia nos custa a vida: vamos baixar os preços. Os organizadores estimaram cerca de 100 mil participantes; o governo informou 23 mil.
Os manifestantes pedem intervenção urgente do governo para frear a escalada dos preços. O movimento contou com apoio de diversas organizações do setor e de forças sindicais, incluindo o Sindicato dos Inquilinos de Madri, que chamou para a mobilização.
Com a mobilização, o grupo questionou a eficácia das medidas governamentais na área habitacional, apontando que avanços são lentos e insuficientes. O porta-voz dos organizadores enfatizou que a crise empurra famílias para situações de superlotação.
Ciclo vicioso de custos e salários
Dados de mercado indicam que os aluguéis na Espanha dobraram na última década, segundo o portal Idealista, superando o crescimento salarial. O Banco da Espanha projeta déficit de 700 mil moradias entre 2021 e 2025.
Quem participa afirma não conseguir economizar para comprar imóvel devido aos aluguéis elevados, dificultando a formação de poupança e o acesso à casa própria, segundo relatos de participantes, como uma publicitária de 29 anos.
Contexto político e respostas
A questão habitacional é tema central para o governo do socialista Pedro Sánchez, que enfrenta eleições gerais no próximo ano. Em fevereiro do ano anterior, o presidente anunciou a criação de um fundo público voltado à crise, com estimativa de arrecadação de € 120 bilhões.
As informações acima são apuradas com colaboração da RFI e AFP.
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