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Mulheres aceleram participação no mercado de investimentos no Brasil e no mundo

Mulheres avançam no mercado financeiro globalmente, somando 60% do patrimônio administrado e ampliando sua participação no Brasil

LINHA DE FRENTE - Time da Rio Bravo: elas são responsáveis por 60% do patrimônio administrado
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  • O investimento feminino global chegou a US$ 60 trilhões, representando 34% do total de ativos, com alta de 51% entre 2018 e 2023; a participação pode chegar a 45% até 2030.
  • No Brasil, o número de investidoras em ações cresceu 37% nos últimos cinco anos, totalizando 1,5 milhão de pessoas e correspondendo a 27% do mercado por número de indivíduos.
  • O movimento gera demanda por educação financeira e plataformas voltadas a mulheres, com exemplos como a parceria Belas Artes com Grupo praElas e a plataforma Fin4She, que já reúne cerca de 15 mil investidoras.
  • Na prática, mulheres costumam investir mais e com mais tempo, o que também se reflete na média investida na renda variável na B3: 2.900 reais, frente a 1.600 reais entre homens.
  • Empresas do setor mostram liderança feminina em ascensão: na Alocc, aproximadamente setenta por cento dos funcionários são mulheres, e na Rio Bravo elas respondem por sessenta por cento do patrimônio administrado.

As mulheres avançam no mercado de investimentos, tanto no Brasil quanto no mundo. Dados recentes mostram que os ativos sob gestão por mulheres atingiram US$ 60 trilhões, com alta de 51% em cinco anos. Globalmente, a participação das investidoras passou a equivaler a 34% do total de ativos.

No Brasil, o crescimento é expressivo: o número de pessoas que investem em ações entre mulheres subiu 37%, chegando a 1,5 milhão e representando 27% do mercado em pessoas. A tendência acompanha a maior presença feminina no mercado de trabalho e a busca por autonomia financeira.

A pesquisa da McKinsey aponta que o patrimônio feminino pode chegar a 45% do total até 2030, com crescimento acima da média do mercado. Entre 2018 e 2023, o patrimônio dessas investidoras aumentou 51%, contra 43% do desempenho geral.

Esse movimento transforma o ecossistema financeiro. Verônica Pimentel, à frente da Oryx Capital, observa que as mulheres desejam participar ativamente das decisões financeiras de casa e mostram maior cuidado na seleção de investimentos.

Na prática, cursos voltados a finanças ganham espaço. A Belas Artes/SP, em parceria com o Grupo praElas, lançou uma pós-graduação para autonomia financeira, abordando investimento, planejamento patrimonial e carreira.

Plataformas exclusivas para mulheres também ganham relevância. A Fin4She já reúne cerca de 15 mil investidoras, enquanto plataformas de assessoria sinalizam maior propensão a investir valores maiores por mais tempo. Na B3, a média de investimento em renda variável entre mulheres é de cerca de 2.900 reais, frente a 1.600 reais de homens.

Sigrid Guimarães, presidente da Alocc, destaca que a maioria dos funcionários é mulher e que as contratações seguem mérito, sem cotas. Na Rio Bravo, a gestora de Gustavo Franco, as mulheres respondem por 60% do patrimônio administrado, comportamento que não contou com favorecimentos. Vanessa Faleiros, sócia da empresa, ressalta que o desempenho abriu espaço para o novo slogan da motivação feminina no mercado.

Avanço e ações

A rapidez do avanço feminino no mercado financeiro reflete mudanças estruturais, como maior participação feminina no trabalho e maior autonomia em relação a terceiros. O cenário indica que estratégias voltadas a educação financeira e inclusão poderão expandir ainda mais esse protagonismo.

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