- Personal organizers são profissionais não regulamentadas no Brasil, com atuação desde há cerca de quinze anos e pleito por um CNAE específico desde 2019.
- O serviço foca em organização funcional e pode render até R$ 20 mil por mês, conforme região, experiência e tipo de projeto.
- O boom ocorreu durante a pandemia, com aumento de demanda de famílias, pessoas em home office, mudanças e situações de divórcio ou luto, impulsionado também por vídeos nas redes sociais.
- Clientes vão de residências a espaços corporativos, incluindo closets, cozinhas, escritórios e lojas; o pico de demanda costuma ser entre novembro e dezembro.
- Formação na área é feita por cursos livres, com valores variando entre cerca de R$ 1 mil e R$ 3 mil; a ANPOP planeja lançar selo de qualidade em 2026.
O serviço de personal organizer, que organiza espaços com foco em prática e bem-estar, tornou-se negócio valorizado no Brasil. Profissionais atuam desde closets até ambientes corporativos, com ganhos que podem chegar a cerca de R$ 20 mil mensais, conforme projeto, região e experiência. A profissão ganhou visibilidade durante a pandemia, quando casa passou a agregar trabalho, estudo e convívio.
A atuação vai além da estética. Segundo Ana Alarcon, presidente da ANPOP, o trabalho parte da rotina do cliente para criar sistemas personalizados que mantenham a organização a longo prazo. A atuação inclui triagem, categorização e implantação de fluxos que promovem funcionalidade diária.
O mercado brasileiro não é regulamentado. A profissão foi incluída na Classificação Brasileira de Ocupações em 2022, e há pressão desde 2019 por criação de um CNAE específico. Mesmo sem regulamentação, cresce a busca por formação, com cursos livres reconhecidos pelo MEC. O custo inicial varia entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.
Quem são os profissionais de destaque
Cora Fernandes, 38 anos, atua há cerca de 10 anos e fatura até R$ 15 mil em períodos de alta demanda. Ela deixou a CLT para dedicar-se à organização, ampliando atuação para produção de conteúdo e marketing, com base em uma rede de mais de 200 mil seguidores.
Trajetórias de carreira
Josilene Maria Martins, a Josi Martins, saiu do marketing industrial há 11 anos para empreender na área. Hoje lidera equipe, atua em vários estados e soma receitas com cursos, mentorias e venda de produtos, com média de R$ 20 mil mensais.
Isabela Sekulic, 29, iniciou na pandemia, após reorganizar o guarda-roupa da própria casa. O método arco-íris, voltado à organização por cores, tornou-se marca. O negócio inclui atuação profissional, ensino online e venda de organizadores, com faturamento médio de R$ 10 mil mensais.
Formação e qualificação
A ANPOP ressalta que não basta gostar de organizar; é essencial aprendizado de técnicas, processos e atendimento ao cliente. O mercado oferece cursos livres com diferentes níveis de qualidade, variando de valores baixos a acima de R$ 3 mil. Em 2026, deve surgir um selo de qualidade para cursos recomendados.
Quem contrata
A clientela não se restringe mais à classe alta. Famílias com rotina intensa, profissionais em home office, pessoas em mudança e empresas solicitam serviços. A demanda costuma aumentar entre novembro e dezembro, preparando casas para festas e férias.
Custo do serviço
Não há piso salarial nem tabela nacional. A cobrança varia por hora, diária, ambiente ou projeto. Projetos complexos podem custar desde centenas de reais até valores elevados, de acordo com o tamanho da intervenção, equipe necessária e tempo exigido.
Dicas para começar
Profissionais destacam que o início costuma incluir ganhos modestos, com médias de R$ 4 mil mensais, variando por região. Recomenda-se buscar formação ampla, construir portfólio, atuar como assistente e explorar nichos específicos para fechar projetos maiores.
Perspectivas do setor
Especialistas destacam o potencial de crescimento por meio de consultorias online, expansão presencial e oferta de cursos. A profissionalização é vista como fator-chave para elevar a credibilidade e ampliar ganhos no longo prazo.
Entre na conversa da comunidade